Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 15/03/2019

Da mesma forma que ajudou na véspera, ontem o exterior penalizou os ativos de países emergentes, desde a divulgação de dados mostrando desaceleração mais intensa na produção chinesa até a novela das arrastadas negociações comerciais EUA/China - e o Brasil não fugiu à regra. O dólar subiu globalmente e, aqui, atingiu máxima acima de R$ 3,85 (fechando em R$ 3,84). Esse comportamento dos mercados internacionais foi também o principal motor da elevação dos juros futuros e pesou na queda da bolsa. Uma vez instalada a CCJ que apreciará a admissibilidade da reforma da Previdência, cumprindo o prazo esperado, ativos domésticos precisam de novos gatilhos para ganhos, segundo analistas. O dado de vendas do varejo divulgado ontem, acima das previsões e aliviando um pouco o impacto da forte retração da produção divulgada na véspera, não foi suficiente para alterar o diagnóstico de que a atividade econômica segue fraca. O ritmo de recuperação é mais lento do que as expectativas anteriores e a percepção é de que há mais chances de viés de baixa do que de alta. O Ibovespa recuou 0,30% e encerrou o pregão aos 98.604 pontos.


Lá fora, o S&P 500 interrompeu a sequência de três altas seguidas, enquanto dólar subiu, com investidores acompanham adiamento do encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, para assinar um acordo encerrando a guerra comercial. A reunião deverá acontecer em abril, no mínimo, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto. As bolsas europeias encerraram a sessão em alta; no Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May ganhou o apoio do parlamento para seu plano de adiar a data final do Brexit.


Hoje, assim como na manhã de ontem, o mercado externo mostra desempenho levemente positivo, com bolsas em alta, enquanto commodities flutuam e moedas emergentes têm ganhos discretos. O leilão de 12 aeroportos, embora não inclua os maiores do país, poderá ser um teste para a confiança do investidor. Dados da indústria e Universidade de Michigan nos EUA são esperados em meio a alívio no temor de desaceleração. Agenda doméstica destaca IGP-10 e indicador de serviços, após divergências recentes entre dados fracos da indústria e mais fortes do varejo. Notícia de que ex-BCs como Figueiredo e Gustavo Franco podem presidir conselhos de bancos estatais sugere avanço na blindagem das instituições contra pressões políticas.




Posts recentes

Ver tudo

Ontem: A fala de Bruno Serra vista como dovish (flexível) pelo mercado derrubou os juros futuros e ajudou a reduzir a precificação de alta da Selic para as próximas reuniões. O diretor de Política Mon

Sexta: Jerome Powell deu alívio aos mercados ao final de uma semana marcada por forte volatilidade. O presidente do Fed afastou um aperto de juros mais agressivo nas próximas reuniões, apesar de númer

Ontem: A volatilidade dominou a sessão desta quinta-feira. O dólar chega ao final da tarde com leves oscilações enquanto o índice da moeda no exterior subiu com a busca por ativos seguros. Os juros fu