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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 14/12/2021

Ontem: Dólar subiu e fechou perto das máximas do dia, a despeito de o Banco Central ter vendido US$ 905 milhões em leilão de moeda à vista, com pouco efeito no mercado diante da liquidez apertada e da expectativa com a decisão do Fed na quarta-feira. As esperadas remessas de pagamentos de dividendos de ADR da Petrobras e de juros de bônus perpétuos do Banco do Brasil são fatores adicionais de pressão sobre o câmbio. O Ibovespa tentou se manter em terreno positivo, mas bem longe da alta de 1,6% que chegou a mostrar ao final da manhã, encerrou o dia em queda. Juros futuros subiram no miolo da curva, com câmbio e cautela externa, na véspera da divulgação da ata do Copom depois de tom hawkish da autoridade monetária na quarta-feira passada. Volatilidade no mercado e liquidez apertada no câmbio devem marcar a semana de várias decisões de bancos centrais em meio às preocupações com inflação e impactos econômicos da variante ômicron.


Hoje: Juros reagem à ata do Copom e duas falas de Campos Neto nesta manhã, com mercado em dúvida se o BC vai reforçar ou amenizar a mensagem hawkish do comunicado. IPCA e dados recentes de atividade abaixo do previsto seriam argumentos para baixar o tom. Por outro lado, um viés dovish poderia penalizar ainda mais o câmbio diante das saídas de fim de ano, expectativas de aperto monetário externo e incertezas políticas e fiscais. O dólar subiu mesmo após o BC vender mais de US$ 1,5 bi à vista nas últimas duas sessões. Para hoje, BC anunciou um leilão de linha e outro de swap para rolagem. Juros ainda podem refletir o leilão de NTN-B, após Tesouro elevar oferta na semana passada. Agenda ainda traz dado de serviços e possível votação de trechos ainda não promulgados da PEC dos precatórios. Mercado global opera sem direção clara, com futuros de ações em NY e petróleo em baixa e yields dos treasuries em alta leve. Na véspera do Fomc, EUA divulgam PPI.


Bom dia

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