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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 14/10/2019

A expectativa sobre um possível acordo entre EUA e China era positiva desde as primeiras horas da sexta feira e à tarde foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin: EUA e China chegaram a um acordo parcial, que será “extraordinário“ para bancos e serviços financeiros, segundo Trump, e envolverá até US$ 50 bi em compras agrícolas. Foi suspenso o aumento de tarifas de 25 a 30% sobre produtos chineses previsto para entrar em vigor na próxima semana. A questão da Huawei ficou fora do acordo. As bolsas americanas subiram mais de 1%, o Ibovespa, quase 2%, e o dólar, que chegou a bater nos R$ 4,08, encerrou o dia estável. Os juros futuros voltaram a mostrar nova rodada de quedas fortes, com taxas longas caindo até 20 pontos, com ampliação das apostas de cortes na Selic e de juro baixo por um bom período de tempo.


A semana começa com uma pausa no otimismo visto na semana passada por conta do acordo parcial entre EUA e China. Ações globais têm 1ª baixa em quatro sessões, o dólar tem desempenho misto ante pares e libra cai, com investidores também reavaliando perspectiva com Brext. Commodities recuam com incertezas sobre impacto da guerra comercial na economia se somando a dúvidas sobre demanda e oferta de produtos como petróleo e minério de ferro. Exportações e importações na China ficam abaixo do previsto. No Brasil, BC divulga Focus após IPCA negativo em setembro gerar expectativa de inflação ainda menor, abrindo espaço a mais cortes de juros, enquanto IBC-Br pode endossar sinais de atividade fraca. Jornais destacam efeitos fiscais positivos de juro menor e concessão de petróleo, além de tentativa do governo de impulsionar crédito. Na política, conflito PSL x Bolsonaro tem novos lances e senador tenta mudar cessão onerosa, que vai a voto esta semana.


Bom dia e boa semana a todos.

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