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  • Vinicius Verdu

Morning Call - 14/07/2022

Ontem: A inflação americana no teto das estimativas pressionou os juros futuros locais de curto prazo, que acompanharam a dinâmica de alta da curva de rendimentos dos treasuries. Taxas domésticas de vencimentos mais curtos subiram cerca de 10 pontos. No exterior, operadores passaram a atribuir chance de 50% a um aperto de 1pp do Fed na reunião no fim do mês, com CPI de junho a 9,1% anualizado, renovando a máxima de 40 anos. Dólar reduziu a queda depois de mínima a R$ 5,36, com real favorecido pelo carry. Movimento foi moderado por falas hawkish de Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, que disse que “tudo está em jogo” para a ação da política americana diante dos fortes dados de inflação. Livro Bege do Fed indica que aumentos de preços nos EUA continuaram “substanciais” nas semanas recentes e vê sinais crescentes de desaceleração da demanda. Ibovespa perdeu o patamar de 98.000 pontos em pregão volátil, com bolsas de NY também no vermelho. Ambev foi maior ganho no índice local depois que o JPMorgan elevou ação para recomendação equivalente a compra. Em Brasília, Câmara conclui primeiro turno de votação da PEC dos benefícios e rejeitou os destaques.


Hoje: Mercado amanhece dominado pelo sentimento negativo diante da escalada da inflação nos EUA, combinada com receios sobre o setor imobiliário da China. Bolsas caem e dólar retoma alta, ainda refletindo o aumento das apostas em aumento dos juros do Fed depois do CPI anual acima dos 9% divulgado ontem. Minério de ferro despenca com boicotes a hipotecas na China e petróleo acentua queda abaixo de US$ 100. Agenda externa traz potencial de volatilidade com PPI, seguro-desemprego e os balanços de bancos nos EUA, com investidores atentos a sinais de impacto da alta de preços na economia americana. No Brasil, Câmara conclui aprovação da PEC, que libera mais de R$ 40 bi em gastos que podem favorecer o governo às vésperas da eleição.


Bom dia

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