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  • Mateus Cosac

Morning Call - 14/05/2019

Acabou dando tudo errado nas negociações entre EUA e China e agora ambos os países estão às voltas com aumento de tarifas de importações um do outro - a China anunciou sua retaliação sobre 2.493 produtos americanos (cerca de US$ 60 bi) a partir de 1º de junho. Os mercados globais, que tinham esperanças de um entendimento e haviam precificado isso na sexta feira, tiveram de fazer um ajuste muito rápido ontem à derrubada de suas expectativas, o que gerou um movimento global de aversão a risco, do qual o Brasil não escapou. O dólar subiu e chegou a testar R$ 4,00 (R$ 3,9937 no fechamento), puxando os juros futuros para cima, e a bolsa perdeu os 92.000 pontos (-2,69% aos 91.726 pontos). Investidores procuraram refúgio no iene, no franco suíço e nas treasuries, o que levou os rendimentos dos títulos de 10 anos a recuarem mais de 6 pontos-base. Commodities caíram. O mercado chegou a melhorar levemente após Trump dizer de que se encontrará com presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, na cúpula do G20, no Japão, em junho. Mas isso não foi o bastante para incutir uma esperança nos investidores de que um acordo aconteça em breve. Porém, se considerarmos as notícias negativas locais do final de semana e o movimento das bolsas e moedas globais, podemos dizer que os ativos domésticos até que reagiram relativamente bem, muito por conta de já estarem bem atrasados em relação ao movimento global no ano.

Lá fora, s bolsas americanas caíram entre 2 e 3% e o petróleo recuou pelo terceiro dia consecutivo, à medida que a escalada do comércio entre China e EUA diminui as perspectivas para a demanda.

Hoje as bolsas europeias e o S&P futuro amanheceram em altas modestas e interrompem a queda forte de ontem. As moedas pares do real se fortalecem e metais avançam, enquanto yields sobem com menor aversão ao risco. Ainda no exterior, presidente do Fed de NY destaca efeito da guerra comercial no PIB e inflação dos EUA e China divulga dados à noite. Turbulência externa disputa espaço nos jornais domésticos com a notícia sobre a quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, ainda ontem depois do fechamento do mercado. O senador diz que não fez nada de errado.



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