Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 14/03/2022

Sexta: O sentimento de aversão a risco prevaleceu ao final da tarde nos mercados, no exterior e aqui, antes da saída para o fim de semana, e depois que o principal diplomata da Ucrânia dizer que não via progresso nas negociações com a Rússia. Bolsas em NY acentuaram as perdas, Ibovespa operou perto das mínimas e o dólar foi às máximas, apagando a queda semanal. Foi uma inversão do que foi visto pela manhã, quando mercados chegaram a se animar com fala de Vladimir Putin sobre “desenvolvimentos positivos” nas conversas entre Rússia e Ucrânia. Joe Biden pediu aos legisladores dos EUA que se unissem aos aliados ocidentais para encerrar as relações comerciais normais com a Rússia e ainda proibiu mais importações de produtos russos. Juros futuros encerraram sessão regular em alta, com curtos e médios pressionados por IPCA acima do esperado. Longos avançaram, com maior aversão externa a risco. Curva de juros elevou levemente a precificação de alta da Selic na semana que vem e em maio, embora aposta de alta de 1pp neste mês siga como mais provável.


Hoje: Bolsas europeias e futuros em NY sobem com expectativa sobre negociações nesta segunda-feira entre Rússia e Ucrânia, mas outros fatores de risco evitam melhora generalizada dos ativos. Commodities recuam com possibilidade de acordo na Europa, mas também com lockdown em Shenzhen, na China, por surto de Covid. Yields dos títulos americanos e europeus disparam antes de reuniões do Fomc, que deve iniciar alta de juros, e de outros BCs, como o BOE e BOJ. No Brasil, projeções da Focus podem refletir altas dos combustíveis e do IPCA, reforçando os argumentos para o Copom desta semana elevar o juro entre 1pp e 1,25pp e manter discurso hawkish. Repercussão do aumento acima do esperado dos preços da Petrobras prossegue, com relatos de pressões de Jair Bolsonaro sobre a estatal.


Bom dia e boa semana

Posts recentes

Ver tudo

Ontem: O Banco Central reforçou mensagem da ata do Copom de que busca a convergência da inflação para ao “redor da meta” em 2023, com a Selic mais alta por período mais longo. Segundo o presidente Rob

Ontem: Dólar se firma em alta no fim da tarde e encerra o dia perto dos R$ 5,20, pressionado pelos ruídos fiscais com as propostas do governo para aliviar os preços dos combustíveis e o cenário extern

Ontem: Ata do Copom com tom mais duro que o esperado abriu espaço para aperto para além de agosto e fortaleceu o real ao favorecer o carry. Exterior positivo também contribuiu para a moeda ficar entre