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  • Mateus Cosac

Morning Call - 14/01/2020

O dólar, que já abriu em alta por aqui ontem, disparou até a máxima de R$ 4,1452 no final da tarde, no nível mais elevado em um mês. Operadores não encontraram um catalisador específico para justificar o movimento, mas prevaleceu a avaliação de que o cenário de juros baixos reduz o retorno de carregamento da moeda e deixa o real com o pior desempenho entre os emergentes. Os juros futuros acompanharam o movimento e subiram. O Ibovespa retomou o patamar dos 117.000 pontos em sinal de correção após seis pregões seguidos de queda e com a expectativa positiva para a assinatura do acordo comercial inicial entre os governos dos EUA e da China. No EXTERIOR, o S&P e o Nasdaq renovaram recordes intradiários com ações de tecnologia na liderança após a notícia sobre plano do governo americano de suspender a designação da China como manipuladora de moeda. O vice-premiê chinês, Liu He, chegou em Washington ontem com membros da delegação chinesa para a assinatura do acordo. O petróleo caiu e estendeu a maior queda semanal desde julho.


Dados de serviços deve testar o otimismo com a economia após produção industrial abaixo do previsto. Estimativa do mercado é de alta e, se o índice não for conclusivo, um segundo teste para a atividade virá amanhã, com o varejo. Números fortes podem reduzir as apostas em corte de juros e aliviar o câmbio. Dados decepcionantes, por sua vez, preservariam a mesma narrativa de 2019, de carry declinante e real enfraquecido. A bolsa pode sustentar ganhos tanto com dados robustos quanto discretos, pois é impulsionada pelos juros baixos, mas desde que a decepção com a economia seja limitada. Jornais destacam esforço do governo em retomar as reformas, fundamentais para manter o otimismo. Agenda local ainda destaca previsão do governo para o PIB brasileiro e encontro de Bolsonaro com Guedes. Ativos externos operam de lado antes de CPI e balanços nos EUA, na véspera da assinatura do acordo comercial. China divulga balança melhor que o previsto.


Bom dia a todos.

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