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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 13/12/2018

O sentimento mais otimista nos mercados externos perdurou ao longo de todo o dia de ontem, ao contrário dos sobressaltos da véspera, graças a uma virada positiva nas perspectivas de comércio EUA/China, somada a um aumento da confiança de que a primeira-ministra britânica, Theresa May, derrotaria um desafio para sua liderança, como de fato aconteceu. Os mercados se animaram desde cedo com a notícia de que a diretora financeira da Huawei foi libertada sob fiança e de que o presidente dos EUA, Donald Trump, consideraria uma intervenção no caso, se isso ajudasse a fechar um acordo comercial com a China. As bolsas americanas e o Ibovespa subiram (Ibov +0,43% aos 86.789 pontos), embora tenham atenuado ganhos com reversão da alta do petróleo. O dólar caiu a ponto de romper os R$ 3,84 na mínima, mas encerrou o dia aos R$ 3,8530. Os juros futuros médios e longos recuaram mais de 10 pontos, porém com pouco volume de negócios. Depois do fechamento dos mercados, o Copom manteve a Selic em 6,5% aa, como já era amplamente esperado. Em comunicado, a autoridade monetária adotou um tom dovish (flexível) ao sugerir que a estabilidade da Selic pode ser mais duradoura diante do menor risco para reformas e queda das projeções de inflação.

Lá fora, a virada para queda do petróleo no final da tarde, após comentários do ministro do Irã, tirou as bolsas americanas das máximas. Também ajudou no humor dos investidores ontem a notícia de que autoridades chinesas estariam elaborando um plano que daria às empresas estrangeiras mais acesso aos mercados locais.

O dia começa com o S&P futuro, bolsas asiáticas e metais subindo com amenização da guerra comercial e a libra se valoriza após premiê do Reino Unido conquistar a voto de confiança. Em dia fraco de agenda no exterior, mercado doméstico ainda monitora leilão do Tesouro e vendas no varejo.



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