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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 13/09/2019

O noticiário externo movimentou os ativos locais novamente ontem. O dia começou com sentimento de alívio generalizado pelo adiamento de tarifas impostas pelos EUA à China e o anúncio de estímulos pelo Banco Central Europeu, com mais redução de juros e retomada do programa de desaperto quantitativo. O dólar chegou à mínima na casa de R$ 4,02 pela manhã e Banco Central nem colocou toda a oferta de spot no leilão. A iniciativa do BCE ampliou a expectativa de que outros BCs também atuarão para amparar a economia - como o Fomc e o Copom na próxima semana. Porém, no meio do dia, o movimento de melhora dos ativos locais foi atenuado pela notícia da CNBC de que a Casa Branca não estudava um acordo provisório com a China, como noticiado anteriormente. No final dos negócios, o dólar buscou a estabilidade, enquanto os juros reduziram a queda. No âmbito interno, os dados de serviço acima do esperado em julho, na sequência da melhora do varejo, e a demissão de Marcos Cintra, em meio ao debate sobre a CPMF, não tiveram influência sobre os ativos. Já a bolsa, que também titubeou perto da hora do almoço, conseguiu retomar os ganhos, com a avaliação de que há sinais de trégua na guerra comercial. O índice superou os 104.000 pontos, em alta de 0,9%, no maior nível desde julho.


No exterior, as bolsas americanas subiram, os rendimentos das treasuries de 10 anos também subiram para 1,78% e o índice dólar caiu. O petróleo caiu depois que a Opep pediu aos membros do grupo que cumpram o acordo de cortes da produção e após a AIE apontar dificuldades para que a organização consiga equilibrar o mercado.


Hoje o dólar recua com pausa estendida na guerra comercial um dia depois de BCE ter ampliado estímulos e as ações globais caminham para fechar 3ª semana seguida em alta. Após a notícia de ontem sobre possível acordo temporário EUA-China, Pequim isenta as compras de soja e carne suína americanos. Libra sobe com receio menor de Brexit radical. Mercado espera dados de varejo e sentimento do consumidor de Michigan nos EUA com foco no encontro do Fed da próxima semana. No Brasil, surpresas positivas dos números de varejo e serviços não mudarem previsão de corte da Selic para Copom. Noticiário doméstico variado destaca possível liberação de compulsório para pagamento instantâneo e tentativa de Guedes de aprovar independência do BC ainda este ano. Ministro - que fala hoje com mídia estrangeira -insiste na desoneração da folha mesmo sem CPMF e governo pode ter alívio orçamentário de R$ 202 bilhões com gatilhos. Bolsonaro segue no hospital e Mourão ficará como interino por mais 4 dias.


Bom dia a todos.

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