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  • Mateus Cosac

Morning Call - 13/03/2019

O dólar e os juros futuros prolongaram as quedas ontem diante de dados nos EUA e aqui que mostram inflação comportada, sem maiores pressões que possam levar o Fed a alterar sua posição de espera, enquanto Copom até poderia cortar a Selic em meados do ano. A expectativa positiva para a reforma da Previdência seguiu alimentando o otimismo do mercado doméstico, que aguarda para hoje a instalação da CCJ na Câmara, primeiro passo importante na tramitação da proposta no Congresso. O foco na reforma se sobrepõe a quaisquer outros assuntos no âmbito interno no momento. Na bolsa, o sentimento não é diferente, mas o patamar de 98.000 mostra-se como uma importante resistência e ontem o índice se ajustou (-0,20% aos 97.828 pontos).


Lá fora, a Boeing e o Brexit dominaram as atenções. A fabricante de aviões americana pesava na queda do índice Dow Jones à medida que mais países anunciaram a suspensão de voos com o 737 Max. O S&P sustentou alta depois que dados de inflação mais fraca nos EUA estimularam especulações de que o Fed pode manter cautela em relação aos juros. O parlamento do Reino Unido rejeitou o acordo para o Brexit da primeira-ministra Theresa May, o que levantou a perspectiva de que a saída do Reino Unido da UE possa ser adiada ou revertida.


Hoje os mercados externos começaram o dia sem direção definida, mas com leve viés positivo em dia de agenda variada. No Brasil, CCJ deve trazer alívio por marcar início da contagem de prazo da reforma da Previdência, mas instalação já é esperada e comissão só deve votar a PEC em duas semanas. Contratos de juros monitoram fala de Campos Neto na transmissão de cargo do BC após núcleos benignos do IPCA na véspera e diante da expectativa de dado fraco no 1º resultado mensal da indústria do novo governo hoje. No exterior, EUA têm nova bateria de dados, incluindo PPI e bens duráveis, depois de o CPI comportado ontem. Ainda no exterior, libra sobe mesmo com derrota de Theresa May antes de nova votação do Brexit. No noticiário corporativo, Petrobras precifica emissão de US$ 3 bi.




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