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  • Mateus Cosac

Morning Call - 13/01/2021

Ontem: O dólar ampliou a queda ao longo da tarde e encerrou o dia aos R$ 5,32, na minima, com o enfraquecimento da moeda no exterior, onde o índice dólar caiu pela primeira vez em quatro dias e os yields dos Treasuries passaram a ceder. O forte movimento do dólar veio junto com alívio da curva de juros, provocado pela expectativa de que o BC poderá retirar o forward guidance já na semana que vem e subir a Selic antes do esperado -- já que o IPCA ficou acima das projeções em dezembro e fechou 2020 em 4,52%, acima do centro da meta de 4%. O diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, disse que há risco de inflação mais alta no primeiro trimestre. Já o Ibovespa recuperou parte das perdas da véspera sustentado por fluxo. Até 8 de janeiro, saldo de recursos estrangeiros na B3 ficou positivo em R$ 10,8 bilhões. As bolsas americanas encerraram o dia perto da estabilidade pela preocupação com altas excessivas das ações em meio à pandemia.


Hoje: Perspectivas sobre a política monetária aqui, nos EUA e Europa devem seguir influenciando os mercados. Juros e câmbio seguem em foco com proximidade do Copom. No exterior, juros também estão no radar e yields têm leve viés de baixa esta manhã após dirigentes do Fed descartarem possível redução da compra de títulos. Moedas, porém, não são beneficiadas e pares do real têm leves perdas. Bolsas europeias sobem com promessa do BCE de manter sua política branda e com disparada das ações do Carrefour e Telefonica após notícias sobre negócios. Frustração com eficácia perto de 50% da Coronavac foi relevada ontem, assim como ativos globais parecem dar de ombros à expectativa de votação do impeachment de Trump na Câmara americana hoje. Agenda traz dado de serviços, após IPC-Fipe abaixo do previsto, e fala do ministro Pazuello sobre Covid. Nos EUA, sai CPI e dirigentes do Fed falam.


Bom dia a todos.

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