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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 12/12/2018

A perspectiva de um acordo no Congresso dos EUA para evitar as ameaças feitas por Donald Trump de paralisar o governo caso suas demandas por financiamento para o muro na fronteira com o México não fossem atendidas, provocou uma guinada nos mercados no final da tarde. As bolsas americanas reverteram a queda e geraram uma onda de ajustes nos ativos. O Ibovespa inverteu movimento de baixa para alta (+0,59% aos 86.419 pontos) e o dólar ampliou queda, passando rapidamente do patamar de R$ 3,92 para nível abaixo de R$ 3,90, mostrando o melhor desempenho entre os pares.

No exterior, montadoras subiram depois que a China sinalizou que pode cortar as tarifas sobre as importações de automóveis, mas os investidores ficaram cautelosos sobre um acordo mais amplo. O petróleo subiu com o otimismo renovado de que os cortes de produção anunciados pela coalizão da Opep+ possam reequilibrar o mercado. A Arábia Saudita disse que planeja reduzir a produção para cerca de 10,2 milhões de barris por dia em janeiro, uma queda de 900 mil por dia em relação a novembro - um corte equivalente a toda a produção de um país como a Líbia. Enquanto isso, a própria Líbia mantém seu maior campo de petróleo fechado. No Reino Unido, discutiu-se se a primeira-ministra, Theresa May, poderia sofrer uma moção de desconfiança; na França, presidente Emmanuel Macron fez várias concessões que devem impactar orçamento na tentativa de mitigar os protestos dos chamados ‘coletes amarelos’.

Hoje os mercados amanhecem estendendo o alívio externo que se iniciou ontem no final do dia, com a bolsas em alta e as moedas ganhando força contra o dólar. Libra se aprecia mesmo com premiê Theresa May enfrentando voto que desafia sua liderança. Com a confiança do mercado no sucesso de Bolsonaro na berlinda, Guedes tenta cacifar reforma chamando deputado e assessor da Câmara para secretaria de Previdência, enquanto TCU pode avaliar a cessão onerosa de petróleo e reforma tributária passa em comissão.



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