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  • Mateus Cosac

Morning Call - 12/08/2019

Os mercados foram sacudidos novamente na sexta-feira por declarações de Donald Trump acirrando a guerra comercial com a China, sem esquecer de fustigar o Fed mais uma vez em prol da baixa de juros. As falas que tiveram maior efeito sobre os ativos foram as de que conversas com a China marcadas para setembro poderiam não acontecer e de que os EUA não fariam negócios com a Huawei Technologies. Mais tarde, a segunda declaração foi ponderada, para circunscrever-se apenas à proibição de compra por parte de agências federais, o que trouxe discreta melhora aos mercados, mas não salvou o dia. O dólar subiu e completou a quarta alta semanal seguida (R$ 3,94), enquanto a bolsa caiu levemente (-0,11% aos 103.996 pontos), embora tenha avançado mais de 1% na semana. No caso dos juros futuros, a divulgação de mais um dado fraco de atividade - a queda dos serviços em junho -limitou os efeitos da alta do dólar, já que endossou o cenário de corte de juros. Dados fracos de indústria, comércio e serviços já levam economistas a preverem recessão técnica no segundo trimestre.


No exterior, as bolsas americanas caíram, os yields das treasuries subiram e o Índice Dólar ficou estável. Preocupação com a economia global foi realçada pela retração inesperada do PIB britânico, enquanto os juros dos títulos italianos disparam e a bolsa de Milão caiu com crise política no país. O petróleo subiu, com os investidores pesando os últimos passos da Arábia Saudita, após sell-off no início da semana.


A semana começa com as eleições primárias da Argentina mostrando forte vitória da oposição e gerando receios de que a derrota de Macri em outubro seja inevitável. O mercado espera sell-off de ativos argentinos com temor de retorno das políticas populistas de Cristina Kirchner. Peso mexicano lidera perdas e investidores receiam que derrota de presidente liberal argentino afete ativos emergentes. S&P futuro e yields dos treasuries recuam, enquanto iene se fortalece, com protestos em Hong Kong e incerteza com guerra comercial ajudando a piorar sentimento do mercado. Tensão externa ofusca perspectiva positiva com tramitação de reformas no Brasil. Estado diz que Previdência já tem votos suficientes para aprovar a proposta no Senado.

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