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  • Mateus Cosac

Morning Call - 12/07/2019

O dólar, os juros e a bolsa tiveram ontem um dia de realizações típica de lucros após concretização de evento amplamente esperado, no caso, a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na Câmara em 1º turno. O dólar chegou a cair 0,5% pela manhã, a R$ 3,7358, passou a subir antes do meio-dia e somente ao fim da tarde voltou a mostrar uma queda discreta. O Ibovespa recuou pela primeira vez em 6 dias, mas ainda mantendo o patamar de 105.000 pontos, enquanto os juros futuros encerraram a sessão regular perto da estabilidade, com leves variações de queda ou de alta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acreditava terminar o 1º turno ainda ontem, com a votação dos destaques durante a madrugada, e realizar o 2º turno hoje. A economia a ser gerada pela reforma precisaria ser de R$ 900 bi a R$ 950 bi em 10 anos, pelo menos, disse ele. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a reforma da Previdência dos estados e municípios será retomada no Senado. À medida que a reforma tem avançado, investidores de renda fixa já começaram a tirar o Brasil do status de junk e apostam que upgrade no rating soberano é só uma questão de tempo. S&P disse que progresso da reforma pode reativar crédito, enquanto Moody’s disse que votação da Previdência abre portas para outras reformas e que isso fortaleceria perfil de crédito do Brasil.


Lá fora, as bolsas americanas subiram e encerraram o dia nas máximas. Yields das treasuries de 10 anos tiveram forte alta após núcleo de preços ao consumidor americano subir mais que o previsto em junho, dado que pode complicar a avaliação sobre inflação feita pelo Fed no momento em que os membros do Fomc avaliam corte de juros.


Hoje, a votação dos destaques da PEC da reforma da Previdência continua na Câmara e o texto segue em mutação. Uma das emendas aprovadas na madrugada diminuiu idade para aposentadoria de policiais federais, policiais civis do DF e agentes penitenciários e socioeducativos federais. Aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara é passo importante, diz Roberto Campos Neto, em entrevista. Nos jornais, a indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil dos EUA rende polêmica. Quadro é misto no exterior após queda acentuada das exportações da China e contração inesperada do PIB de Singapura darem sinais de alerta sobre o ritmo da economia em meio à guerra comercial EUA-China. Dólar sobe ante moedas asiáticas, minério de ferro e petróleo avançam.




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