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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 12/05/2020

Ontem: A semana começou mal para os ativos brasileiros, com a bolsa em queda de mais de 1%, o dólar chegando a encostar em R$ 5,84 e os juros longos em alta. Além do exterior instável, cresceu a percepção de que a saída da pandemia por aqui pode ser mais demorada, inclusive pela turbulência política que dificulta o combate ao vírus, cuja curva de contaminação ainda não chegou ao pico. O Deustche Bank disse que o Brasil pode enfrentar a pior recessão de todos os tempos e o dólar pode subir para R$ 6,5. O Itaú cortou para -4,5% a estimativa para o PIB em 2020. JPMorgan prevê -7%. Receios fiscais estão na mesa do mercado, que espera uma definição de Bolsonaro sobre o prometido veto a reajuste de servidores. Paira ainda a tensão política antes dos depoimentos de ministros marcados para esta semana em investigação iniciada após a saída de Sergio Moro. Um leilão de swap do BC tirou o dólar da máxima ao final da tarde, mas o alívio foi pequeno. O Ibovespa teve a maior queda em uma semana, sob pressão de Vale, B3 e Petrobras. No ano, o real esta pelo menos 10% pior do que seus pares e a bolsa mais de 20% pior do que o S&P 500. No EXTERIOR, as bolsas americanas tiveram desempenhos mistos diante de relaxamento das restrições em diferentes economias em meio à pandemia. Nasdaq subiu pelo sexto dia. O estado de Nova York vai iniciar a reabertura de algumas regiões na sexta-feira. A cidade, no entanto, deve estender o lockdown até junho. Hoje: O mercado avalia a ata do Copom em busca de maior clareza sobre os próximos passos do BC, que disse no comunicado que haverá um último corte da Selic de até 0,75 pp e reduziu as projeções de inflação, mas alertou sobre riscos fiscais. IPC-Fipe tem deflação mais aguda que o previsto e prévia do IGP-M também deve vir negativa, enquanto dado de serviços deve mostrar efeito da pandemia na atividade. Nos EUA, agenda destaca CPI, que também deve mostrar deflação, e Fed deve começar a comprar ETFs de dívida. Mercados globais têm desempenho misto atentos à evolução da pandemia e atritos comerciais. No Brasil, quadro político segue nublado com expectativa sobre vídeo da reunião ministerial citada por Moro e depoimentos de ministros. Bolsonaro volta a defender veto a reajuste de servidores, que fica para quarta e tem ameaça de derrubada na Câmara. Mortes pelo coronavírus no Brasil desaceleram para 396. Bom dia a todos.

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