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  • Mateus Cosac

Morning Call - 12/03/2020

Ontem: A espiral de aversão a risco cresceu globalmente ontem, depois de a OMS classificar como pandemia a disseminação do coronavírus, enquanto EUA seguiram sem detalhar as prometidas medidas de estímulo, mas com expectativa de fala de Trump à noite. A piora externa contaminou os ativos brasileiros e acabou sendo potencializada, segundo alguns analistas, pela ausência do BC à tarde, quando o nervosismo aumentou. Houve zeragem de posições, contratos de juros futuros chegaram a subir em torno de 70 pontos, a queda de 10% no Ibovespa acionou o circuit breaker pela segunda vez nesta semana. O dólar foi às máximas, acima de R$ 4,80, após Senado e a Câmara derrubarem veto a projeto que facilita acesso ao BCP, em derrota para o governo Bolsonaro e com impacto estimado de R$ 20 bi ao ano, o que acende sinal de alerta para o fiscal. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse ao Estado que a queda do veto pode significar o fim do teto de gastos. A alta dos juros futuros praticamente apagou a precificação de corte da Selic no dia 18 e o CDS Brasil de 5 anos superou os 200 pontos. Bolsas em NY caiam perto de 5% ao final do dia. No EXTERIOR, o índice Dow Jones afundou e entrou em bear market enquanto o presidente Donald Trump falava que faria um pronunciamento a noite sobre como enfrentará o coronavírus, após o Fed ter elevado o volume das operações compromissadas. A OMS decretou pandemia de coronavírus e pediu aos governos para que aumentem os esforços de contenção da doença. No mundo, o número de infectados passa de 120.000 e o número de mortes ultrapassou 4.300; a infecção ganhou terreno na Europa e EUA e a Itália anunciou que o número de mortes saltou 31%, para 827.


Hoje: A fala de Trump para tranquilizar os mercados ontem a noite acabou tendo efeito contrário e as perdas de ativos de risco se acentuaram durante a noite. O S&P futuro já atingiu o limite de queda ao cair mais de 5% e bolsas européias despencam com restrições dos EUA a viagens à Europa. O peso mexicano cai mais de 2% e lidera quedas entre moedas emergentes. No Brasil, Guedes faz reunião de emergência no Congresso e apela por reformas após parlamentares derrubarem veto ao projeto do BPC, que ameaça o teto de gastos. Maia diz que está aberto a ajudar em combate ao vírus, mas não cita reforma, e sim liberação de recursos. BC retoma leilão à vista após swaps ontem não impedirem dólar de superar R$ 4,80, mas volume de US$ 1,5 bi parece insuficiente diante de uma crise de dimensão e duração ainda incertas. CEF pede suspensão de IPO da Caixa Seguridade.


Bom dia a todos.

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