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  • Mateus Cosac

Morning Call - 11/12/2020

Ontem: Sinais do BC, pelo comunicado do Copom e pela manutenção do volume de oferta de swaps cambiais, foram decisivos para o dólar desabar quase 3% nesta quinta-feira e para a curva de juros perder inclinação, com alta nos vértices médios e queda nos longos. Ao mesmo tempo em que indicou que está perto do fim o prazo de validade de sua prescrição de juros baixos por bastante tempo, o BC manteve uma oferta de swaps de 16.000 contratos mesmo depois de concluída a rolagem de janeiro, o que sinaliza um suporte ao mercado para as pressões de ajuste do overhedge. Faltou pouco para o dólar romper R$ 5,00 - a mínima foi de R$ 5,0166 ao final da sessão. O Tesouro aproveitou a sinalização do BC e vendeu lote recorde de títulos prefixados, com boa demanda. O Ibovespa destoou de NY e avançou 1,9%, depois de quase apagar as perdas do ano, impulsionado por papéis ligados a commodities, além do fluxo estrangeiro para ações. Já nos EUA, S&P 500 e Dow Jones fecharam em baixa, diante das indefinições sobre pacote de estímulo. No âmbito da política local, o relatório da PEC Emergencial será apresentado hoje e pode ser votado na semana que vem, segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE). O Brasil teve rating reiterado em BB- por S&P, com perspectiva estável.


Hoje: Banco Central mantém oferta de swaps cambiais em leilão pelo segundo dia. S&P reiterou rating do Brasil e melhora perspectiva da Vale. Bolsonaro diz que é quase impossível socorrer estados novamente e pede a governadores que evitem fechar comércio. Noticiário pesado da covid aqui e no exterior segue como contraponto às vacinas. Pfizer recebe aceno positivo nos EUA, mas impasse nas negociações dos estímulos deprime bolsas e prejudica moedas emergentes. Minério segue em alta, enquanto petróleo vira e cai. Agenda traz dados de serviços no Brasil e de inflação ao produtor e sentimento Michigan nos EUA.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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