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  • Mateus Cosac

Morning Call - 11/12/2018

A cautela externa foi, novamente, a principal indutora de perdas para os ativos domésticos ontem, embora as bolsas americanas tenham apagado as perdas ao final do dia. Enquanto a guerra comercial EUA/China prossegue alimentando receios sobre o crescimento global depois da prisão da executiva da Huawei, o país asiático deu mais sinais de desaceleração e os investidores ficaram preocupados com as perspectivas para o Reino Unido após a primeira-ministra britânica Theresa May adiar uma votação crucial do Brexit. O dólar subiu pelo 5º dia seguido e fechou cotado aos R$ 3,9229, depois de bater nos R$ 3,9450. O Ibovespa recuou 2,23% aos 86.153 pontos. Por aqui, o mercado acompanha os desdobramentos das investigações do Coaf que chegaram à família Bolsonaro e vê com certa preocupação o movimento dos caminhoneiros, mas o que predomina sobre os negócios no momento é o exterior, até que venham as esperadas definições sobre a reforma da Previdência.

Lá fora, a China mostrou exportações crescendo 5,4% contra estimativa de +9,4%, e importações, +3% ante previsão de +14%. A libra caiu forte com perspectivas sombrias para o Reino Unido depois que Theresa May adiou a votação crucial do Brexit em vez de arriscar uma derrota contundente, e não se comprometeu com uma nova data para votação. O petróleo caiu após dados econômicos decepcionantes da China e a contínua tensão entre Pequim e Washington que prejudicam o pacto da semana passada dos principais produtores de reduzir o fornecimento de petróleo. Com a queda, a commodity devolveu ganho após a promessa dos produtores na sexta-feira.

Nesta manhã, o sentimento de cautela persiste no exterior, com S&P futuro, petróleo e moedas pares do real em baixa ou estáveis, enquanto bolsas europeias e juros dos títulos europeus sobem. EUA divulgam dado de inflação ao produtor, com estimativa de desaceleração, na véspera do CPI (dado de inflação ao consumidor). No Brasil, prévia do IGP-M deve aprofundar deflação, sem mudar rota do Copom em decisão amanhã, que deve ser de manutenção da Selic em 6,5% aa. Caminhoneiros fazem pausa em greve à espera de novo governo.




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