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  • Mateus Cosac

Morning Call - 11/03/2019

Depois de uma volta tensa do carnaval, os ativos locais terminam a semana com maior alívio, proporcionado principalmente por um payroll mais fraco e pela defesa da reforma da Previdência feita pelo presidente Jair Bolsonaro, algo que o mercado reclamava desde a apresentação do projeto. A criação de apenas 20.000 vagas de trabalho nos EUA em fevereiro - o menor número em mais de um ano -, abaixo das menores expectativas, reforçou a tese de desaceleração do crescimento, ainda que tenha havido melhora em ganhos salariais e redução na taxa de desemprego. Isso enfraqueceu o dólar, enquanto fortaleceu a ideia de que o Fed não terá pressa em elevar os juros. Moedas emergentes melhoraram e real foi junto, embora com desempenho tímido. Os juros futuros caíram nos prazos médios e longos, influenciados pelo movimento do câmbio e pelo fato de Bolsonaro ter vindo finalmente às redes sociais e aos jornalistas para defender a reforma da Previdência, depois do controvertido episódio do carnaval, que chegou a preocupar o mercado pelo foco considerado excessivo do presidente em questões secundárias. Rodrigo Maia, por sua vez, disse esperar para a próxima quarta-feira a instalação da CCJ, enquanto Paulo Guedes, em entrevista ao Estado, contabilizou a falta de apenas 48 votos para a reforma ser aprovada pela Câmara. O Ibovespa respondeu bem aos vetores do dia, com alta em torno de 1%, na contramão das bolsas americanas e europeias.


Lá fora, as bolsas americanas tiveram a pior semana de 2019. Os investidores esperavam que o relatório de empregos fornecesse mais pistas sobre o estado da economia e ficaram surpresos com o número de criação de vagas de 20.000 no mês passado, abaixo das estimativas de um aumento de 180.000. A notícia veio um dia depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, reforçou os estímulos à economia ao rebaixar as perspectivas para a zona do euro. O petróleo chegou a cair ao menor nível em três semanas após dados das economias americana e chinesa alimentarem preocupações sobre a demanda. Os futuros do minério de ferro na China registraram maior queda semanal desde novembro diante de preocupações com economia mais lenta.


A semana começa com a expectativa que indicações de nomes para a CCJ a partir de hoje e a instalação da comissão na quarta deem a largada na tramitação da reforma da Previdência. Com isso, o prazo de tramitação começaria a contar, reduzindo temor de maior atraso da proposta. Sinais de disposição do presidente para negociar com o Congresso podem ser animadores, mas ameaça de nova controvérsia no Twitter gera cautela. No exterior, bolsas europeias, petróleo e algumas moedas pares do real têm manhã levemente positiva, mas futuros apontam queda do Dow Jones após acidente com avião da Boeing levar a medidas restritivas da China e Indonésia. Agenda do dia é modesta, sem dados com grande potencial de impactar os mercados. EUA divulgam vendas no varejo de janeiro. No Brasil, pesquisa Focus e Anfavea são destaques na véspera do IPCA.




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