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  • Mateus Cosac

Morning Call - 10/12/2018

A forte queda das bolsas americanas na sexta-feira, motivada pela guerra comercial EUA/China e por dados econômicos mais fracos que as previsões, alimentando receios sobre o crescimento nos EUA, conduziu os ativos no mundo e corroeu o sentimento positivo que prevaleceu no mercado doméstico durante boa parte da sessão. Pela manhã, o relatório de empregos nos EUA, mostrando criação de vagas abaixo do esperado em novembro, levou o dólar à queda e o Ibovespa à alta, impulsionado também pelos ganhos do petróleo. Os juros futuros, que já caíam com a deflação vista no IPCA, aprofundaram a baixa. Ao final da tarde, porém, nem o dólar manteve a baixa (R$ 3,9079), nem o Ibovespa segurou os ganhos (-0,82% 88.115 pontos).

Lá fora, o medo de uma desaceleração dos EUA ainda está presente no mercado. Números mais fracos EUA vão gerar a dúvida. Os EUA tiveram um rali de 10 anos na bolsa, tem espaço para correção. Dados de geração de emprego nos EUA subiram menos do que o previsto em novembro, enquanto a taxa de desemprego se manteve no nível mais baixo em quase cinco décadas. Mercados avaliam se o presidente do Fed, Jerome Powell, está mais perto de fazer uma pausa (na alta dos juros), apesar de visões hawkish (mais duras) de representantes do Fed, incluindo ele próprio. A Opep finalizou acordo para um corte de produção de 1,2 milhão de barris diários, maior do que o esperado, o que puxou os preços do petróleo depois de vários dias de negociações difíceis em Viena.

A semana começa as bolsas estendendo a queda, após dados abaixo do previsto na China. Moedas asiáticas e metais recuam e pares do real têm desempenho misto. Enquanto cautela externa persiste, internamente Bolsonaro, que será diplomado nesta segunda em meio a noticiário desgastante, fecha composição do ministério com Ricardo Salles no Meio Ambiente.



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