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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 10/11/2020

Ontem: O Ibovespa estendeu o rali pelo quinto dia consecutivo diante de notícias sobre vacinas que animaram os mercados globais. Pfizer anunciou que sua vacina contra a Covid-19 mostrou prevenção de mais de 90% em infecções após estudo em larga escala. Juros futuros também recuaram com o otimismo externo e o dólar chegou a cair até R$ 5,22 na mesma onda, antes de corrigir exageros da baixa e encerrar o dia perto dos R$ 5,40. Na bolsa, ações que tinham ficado para trás prejudicadas pela baixa circulação de pessoas foram beneficiadas e estreitaram a diferença para os papeis que conseguiram se valorizar ao longo da pandemia. Aéreas subiram mais de 18%, seguidas por ações de shoppings. Petrobras disparou mais de 10% em dia de forte recuperação do petróleo. Lá fora, as bolsas americanas subiram, no entanto reduziram ganhos com especulações sobre restrições mais fortes de circulação diante do aumento de casos de coronavírus nos EUA e ameaça de recorde de internações ainda nesta semana.


Hoje: S&P 500 futuro opera em baixa e mercado avalia se há espaço para novos ganhos após escalada recente, quando o otimismo sobre vacinas se somou ao impacto da eleição de Joe Biden nos EUA. Revés da chinesa Coronavac no Brasil é contrabalançado pelos desenvolvimentos de outros laboratórios, como a Pfizer. Internamente, o risco fiscal também desafia o ambiente dos negócios e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diz que sem reformas dólar vai a R$ 7,00. Para o Verde, contudo, ainda há espaço para alta dos mercados com menor incerteza eleitoral americana. Agenda destaca prévia do IGP-M, que deve vir salgada, novo teste do Tesouro com NTN-B, e mais balanços e IPO. Guedes fala em evento da Bloomberg e Kanczuk participa de videoconferência fechada do Goldman. Receitas do Magazine Luiza e BRF e lucro do BTG superam previsões.


Bom dia a todos.

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