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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 10/07/2020

Ontem: A piora do humor no exterior, em meio a preocupações com novos surtos de coronavírus nos EUA, impediu o Ibovespa de sustentar os 100.000 pontos tocados na abertura dos negócios e a bolsa encerrou o dia em baixa de 0,6%, em linha com as quedas do S&P 500 e do Dow Jones. Em contraste com o índice geral, varejistas como Lojas Americanas, Via Varejo, Magazine Luiza e B2W renovaram máximas históricas, ainda na sequência das vendas do varejo acima do esperado em maio, dados que tinham sido divulgados na véspera. O dólar seguiu seu comportamento volátil dos últimos dias, de olho no exterior. Entre baixa vista pela manhã e alta à tarde, a moeda chegava ao fim do dia próxima à estabilidade. LÁ FORA, o setor financeiro foi destaque de queda do S&P 500 após notícia de que o Wells Fargo se prepara para cortar milhares de empregos por causa da pandemia. Os papéis de tecnologia sustentaram alta do índice Nasdaq.


Hoje: S&P futuro, petróleo e moedas emergentes recuam com casos de coronavírus nos EUA e novos focos na Ásia confrontando as perspectivas de uma retomada econômica que tem o setor de tecnologia como estrela. Bolsas europeias tentam manter ganhos. O mercado de juros pode ser afetado pelo IPCA, que tem estimativa de aceleração. Uma eventual alta mais forte do índice poderia reforçar o movimento de redução das apostas em corte da Selic. Dado de serviço é mais um teste para os sinais de volta da atividade e outro fator importante para o Copom. Agenda ainda traz PPI nos EUA e prévia do IGP-M aqui. Covid mantém números altos no Brasil, mas, assim como em outros países, não impede tentativas de reabertura. Bolsonaro promete hoje nome de ministro da Educação conciliador. Maia espera retomar reforma tributária na próxima terça e Câmara aprova MP sobre crédito a pequenas e médias empresas, enquanto STJ autoriza prisão domiciliar a Fabrício Queiroz.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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