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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 10/05/2022

Ontem: A aversão ao risco voltou a dar o tom à sessão desta segunda-feira em meio à preocupação com o aperto do Fed para conter a inflação e os impactos na economia chinesa das restrições para controlar a Covid. O dólar subiu pelo terceiro dia enquanto o Ibovespa recuou ao menor nível desde janeiro. Em NY, o S&P 500 caiu 3% e o índice Nasdaq despencou mais de 4%. Os yields ampliaram a queda ao longo da tarde, que foi seguida pelos juros futuros aqui. A Petrobras anunciou reajuste perto de 9% do diesel e manteve gasolina e GLP. As ações da estatal, no entanto, lideraram as perdas do índice ao lado da Vale com o tombo das commodities. Itaú foi destaque negativo e BTG ficou entre as maiores altas em pontos após as duas instituições terem registrado lucro acima das estimativas.


Hoje: Juros futuros reagem à ata do Copom, que pode esclarecer dúvidas sobre a magnitude da alta restante no final do ciclo de aperto monetário. O mercado precifica ao menos mais 0,75pp, distribuído em mais dois aumentos da Selic. Depois da ata, as expectativas devem ser influenciadas pelo IPCA, que sai amanhã, mesmo dia do CPI nos EUA. Já divulgado hoje, o IPC-Fipe começou maio com desaceleração maior que a prevista, mas ainda em nível elevado, de 1,33%. Jornais relatam estudos de medidas no governo para ajudar a reduzir a inflação, desde o subsídio ao diesel à remoção de tarifas de importação e mudanças na privatização da Eletrobras. Mercados globais ensaiam alívio, mas sem fatos que alterem os receios sobre inflação, alta de juros ou Covid na China. Bolsas sobem após baixa de ontem, que passou de 4% no Nasdaq, atrair compradores em busca de preços baixos. Yields dos treasuries e dólar interrompem avanço, mas commodities seguem em queda. Agenda ainda destaca leilão de pós-fixados e dados de varejo e da Anfavea aqui, além de falas de dirigentes do Fed no exterior.


Bom dia

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