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  • Mateus Cosac

Morning Call - 10/02/2021

Ontem: Ativos brasileiros foram pressionados pelo receio fiscal, diante dos sinais de que haverá uma extensão do auxílio emergencial - confirmada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro - mas sem contrapartidas claras de redução de despesas e preservação do teto de gastos. O dólar chegou a subir 1,7%, a R$ 5,4467 e BC conseguiu reduzir a alta por meio de um leilão de swaps de US$ 1 bi. Juros futuros longos subiram, enquanto curtos cederam e precificação para alta da Selic em março chegou a ser reduzida brevemente por causa do IPCA mais baixo do que o esperado. Contudo, analistas começam a dizer que a pressão do câmbio torna mais difícil para o BC não elevar a Selic no mês que vem. As preocupações com o fiscal também afetaram a bolsa, que chegava ao final da tarde em leve baixa. Papéis da Petrobras contribuem para a queda após falas de Bolsonaro que levantaram temor de ingerência na estatal e depois de a empresa ter elevado o período limite de apuração da aplicação da política de preços de trimestral para anual. Lá fora, as bolsas americanas deram pausa no rali enquanto investidores analisavam se compromissos do Fed e do governo Biden com aquecimento da economia irão desencadear processo inflacionário.


Hoje: Mercado pode ter alívio se for confirmado que a equipe de Guedes vai propor auxílio emergencial com nova PEC de guerra associada a medidas de ajuste fiscal. Notícia do Estado, porém, tem contraponto em informação do Globo de que o programa sairia depois do carnaval com gastos fora do teto. Congresso pode agradar o mercado se autonomia do BC passar na Câmara e comissão do Orçamento for instalada, mas rumo do auxílio emergencial vem tendo mais peso nos negócios. Agenda nos EUA também pode afetar os ativos com o CPI, em meio ao receio de alta da inflação que vem pressionando os yields dos treasuries, além de fala de Powell. Bolsas têm leves ganhos e dólar está misto nesta manhã. Aqui, dado de varejo, rolagem de LFT, IPOs e balanços estão no radar.


Bom dia a todos.

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