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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 10/01/2020

A queda da produção industrial maior que a esperada ontem impulsionou a alta do dólar e a queda dos juros, ainda que expectativa otimista para o crescimento da economia em 2020 continue. Além do dado, sinais de fluxo negativo impediram a moeda de aproveitar o alívio no exterior com a redução do conflito entre EUA e Irã e sinais de avanço nas negociações comerciais. Após abertura no patamar de R$ 4,06, o dólar encerrou o dia na máxima de R$ 4,09. O Ibovespa destoou da alta das bolsas no exterior e caiu pela 5ª sessão seguida, com bancos à frente com mix de realização de lucros e cenário de maior competição no setor. No EXTERIOR, as bolsas subiram nos EUA com a indicação de alívio com o aparente recuo de um conflito militar mais intenso. Já em relação às negociações comerciais, a China confirmou que o vice-primeiro Liu He irá a Washington na próxima semana para assinar a primeira fase do acordo. Donald Trump disse que a segunda fase das negociações comerciais da China começará “imediatamente”, mas podem não ser concluídas até depois da eleição. Pedidos de seguro desemprego nos EUA caíram ao menor nível em cinco semanas. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que a perspectiva de uso de taxas negativas pelo BC americano é pequena. Já Charles Evans, do Fed de Chicago, ressaltou que os fundamentos da economia americana continuam bons.


Hoje o mercado externo aguarda o payroll nos EUA com tendência indefinida, mas aparentemente sem paúra, após Clarida reiterar ontem que a maior economia do mundo está bem. Bolsonaro e Campos Neto cumprem agenda em SP. No Globo, presidente da Caixa diz que quer cobrar 2% ao mês no cheque especial e Estado destaca pressão de servidores por reajuste.


Bom dia e um excelente final de semana a todos.

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