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  • Mateus Cosac

Morning Call - 09/08/2019

Os ativos brasileiros se beneficiaram ontem do alívio no estresse externo, desde que a China voltou a definir cotação do yuan com desvalorização menor do que a esperada. A abertura positiva em NY deu ainda mais gás para a alta da bolsa e recuo do dólar e dos juros futuros, que também foram influenciados pela aprovação da reforma da Previdência em 2º turno e IPCA mais baixo do que as previsões. O dólar chegou a cair abaixo de R$ 3,92, na maior queda desde maio. O Ibovespa subiu pelo 3º dia seguido, retomando os 104.000 pontos, puxado por B3, Petrobras e Vale. A curva de juros futuros voltou a aumentar precificação para mais perto de corte de 50 bps na Selic em setembro.


No exterior, as bolsas americanas se recuperaram, os rendimentos das treasuries caíram e o dólar se enfraqueceu. As ações americanas viveram um dia de rali; S&P 500 teve a maior alta em 2 meses, liderado por empresas de tecnologia, e apaga perdas da semana. Apesar das evidências de um novo apetite ao risco, as ações americanas ainda estão bem longe dos recordes alcançados no mês passado e o mercado permanecem nervoso sobre o potencial de escalada no conflito. A moeda americana estendeu seu declínio ante outras divisas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um dólar forte estava prejudicando a indústria do país e incitou o Fed a reduzir as taxas de juros


Hoje a tensão externa volta a pressionar as bolsas e a enfraquecer moedas pares do real, embora com perdas mais modestas do que no auge das tensões no começo da semana. Enquanto a guerra cambial da China segue controlada, guerra comercial dá sinal de recrudescimento com notícia de que os EUA estão adiando a decisão sobre licenças para empresas retomarem seus negócios com a Huawei. Preocupação com economia global é realçada por retração inesperada do PIB britânico, enquanto juros dos títulos italianos disparam e bolsa de Milão cai com crise política no país. Agenda do dia ainda traz encontros de Roberto Campos Neto com representantes do mercado e balanços aqui e PPI nos EUA.

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