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  • Mateus Cosac

Morning Call - 09/03/2020

Ontem: O Ibovespa chegou ao final do dia com tombo perto de 5% e forte pressão de Petrobras, que reflete a queda de 10% no petróleo, diante do fracasso do acordo de produtores após Rússia não concordar em cortar produção. Índice brasileiro acumulou 6% de perda na semana, a terceira seguida de baixa. O dólar chegou a renovar o recorde intradiário acima de R$ 4,67, mas reduziu alta ao longo da tarde. Além de alguma realização de lucro, analistas avaliaram que as intervenções do BC começaram a pesar no câmbio, e o mercado cultiva a expectativa de que a autoridade ainda apresente um programa mais amplo de swaps cambiais. Na semana, a terceira de avanço, o dólar subiu mais de 3%. No EXTERIOR, as bolsas americanas caíram com preocupações de que a preferência do governo Trump em pressionar o Fed a adotar mais ações em detrimento de estímulos fiscais não será suficiente para sustentar a economia. Mais cedo, as bolsas reduziram as perdas depois que o consultor da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que governo americano estaria analisando “micromedidas oportunas e direcionadas” para combater impacto do coronavírus e pode recorrer ao Congresso por mais estímulos. O petróleo teve a maior queda desde 2015 com sinais de colapso na aliança global de produtores.


Hoje: A semana começa mais uma vez com os investidores tendo que se preparar para um dia muito difícil. O petróleo despenca para a faixa de US$ 30 após a Arábia Saudita decidir inesperadamente elevar a produção em reação à Rússia, que não aceitou acordo para redução. Guerra de preços ameaça países produtores de petróleo e se soma ao impacto já severo do coronavírus sobre a economia global. Papeis da Petrobras e ETF brasileiro já registram fortes quedas no exterior. S&P futuro tem circuit breaker, bolsas europeias caem mais de 6%, yields dos treasuries desabam e peso mexicano perde mais de 5%. BC estende suas intervenções no câmbio e anuncia leilão à vista após dólar superar R$ 4,60 na semana passada mesmo com swaps, mas atuação deve ser insuficiente para impedir nova apreciação do dolar por aqui, que ja eh negociado no exterior aos R$ 4,75. Tensão externa crescente ofusca agenda doméstica, que traz Focus e IGP-DI. Na política, Bolsonaro defende atos do dia 15 e Maia pede medidas emergenciais diante da crise.


Bom dia e boa semana a todos.

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