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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 08/10/2019

O adiamento da votação da reforma da Previdência no Senado e as dúvidas em relação a um acordo entre EUA e China pressionaram os ativos nesta segunda-feira. O dólar subiu a R$ 4,10, os juros futuros acompanharam a alta e o Ibovespa caiu ao menor nível em pouco mais de um mês (100.572 pontos). As tensões comerciais voltaram ao foco na semana em que representantes dos dois países se preparam para retomar as conversas. No cenário doméstico, a data da votação da reforma em 2º turno segue indefinida após o líder do PSL no Senado, Major Olímpio, falar em votação na semana do dia 22.


No exterior, as bolsas americanas recuaram em meio a notícias sobre as negociações comerciais entre EUA e China. Dólar e yields das treasuries subiram. De um lado, certo ânimo foi retomado com especulações de que a China estaria pronta para um acordo. A fala do conselheiro econômico da Casa Branca de que planos de deslistagem de empresas chinesas estariam descartados também melhorou sentimento. De outro lado, porém, segue a preocupação com notícia de que as autoridades chinesas indicaram que os tópicos que estão dispostos a discutir diminuíram consideravelmente. A liderança chinesa pode estar interpretando a discussão do impeachment como um enfraquecimento da posição de Trump. O cálculo seria de que Trump precisa de uma vitória e estaria disposto a fazer concessões substanciais como resultado.


Hoje o S&P futuro recua após os EUA listarem oito empresas de tecnologia chinesas como alvo de restrições para negócios com companhias americanas e China sinalizar retaliação. Recrudescimento da disputa ocorre justamente quando o mercado ensaiava algum otimismo com a expectativa de retomada das negociações entre os dois países. O dólar tem leve baixa ante maioria das moedas emergentes, mas pares do real oscilam pouco. Fala de Powell e PPI (inflação) nos EUA também podem mover mercados. No Brasil, Guedes diz que notícia sobre sua saída do governo não tem fundamento. Governadores vão a Brasília, onde podem tentar desamarrar o impasse que travou a Previdência na reta final. Em meio à falta de acordo para evitar adiamento da reforma, Petrobras adia para 1ª metade de novembro a venda das primeiras refinarias.


Bom dia a todos.

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