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  • Mateus Cosac

Morning Call - 08/08/2019

Ontem foi mais um dia de grande volatilidade, depois que mais três bancos centrais - da Nova Zelândia, Índia e Tailândia -reduziram suas taxas de juros, em meio aos receios de desaceleração global com recrudescimento da guerra comercial EUA/China. Os ativos brasileiros mostraram melhora no final do pregão, com a recuperação do S&P 500, depois de chegar a cair quase 2%. O Ibovespa virou para o positivo (+0,61% aos 102.782 pontos), com bancos na liderança. O dólar reduziu avanço (R$ 3,97) e os juros futuros ampliaram a baixa. O mercado doméstico pautou-se pelo exterior, o que ofuscou aprovação do texto-base da reforma da Previdência em 2º turno pela Câmara. A sessão de votação dos últimos destaques da Previdência acabou sofrendo atraso devido a protestos de deputados de diferentes partidos contra a transferência do ex-presidente Lula ao presídio de Tremembé, em São Paulo. Já era noite quando o STF vetou a transferência, mantendo Lula preso em Curitiba, na sede da Polícia Federal.


No exterior, as bolsas americanas e os rendimentos das treasuries registraram melhora no final do dia, revertendo quedas acentuadas anteriormente, com investidores mais positivos nas perspectivas de crescimento global em meio a movimentos de bancos centrais para aliviar a política monetária. Referindo-se ao Fed, Trump disse no Twitter ontem que “eles deveriam cortar os juros” em maior magnitude e mais rápido e parar com o aperto quantitativo. O petróleo recuperou um pouco das perdas depois que a Arábia Saudita entrou em contato com outros produtores de petróleo para discutir formas de conter a queda dos preços.


Hoje as bolsas sobem no exterior após a China aliviar as tensões sobre uso do câmbio na guerra comercial ao fixar um valor para o dólar contra o yuan abaixo do previsto, embora acima de 7. Apetite ao risco ensaia melhora e moedas ligadas a commodities se valorizam. Petróleo recupera parte do tombo da véspera, metais avançam e yields das treasuries têm leve baixa. BC das Filipinas se junta à onda global de cortes de juros, enquanto balança chinesa tem números melhores que o esperado. No Brasil, Câmara rejeita destaques e impede desidratação adicional da reforma da Previdência ao concluir aprovação. Maia celebra ambiente favorável e diz que Senado poderá incluir estados e capitalização. IPCA de julho pode ter desaceleração anual e aceleração mensal, após queda da curva de juros futuros ontem restabelecer apostas em corte de 0,50 pp da Selic no próximo Copom.



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