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  • Mateus Cosac

Morning Call - 08/06/2021

Ontem: O Ibovespa renovou o recorde pelo sexto fechamento seguido, em série de oito altas consecutivas, a mais longa em três anos, enquanto o dólar estendeu a queda também pelo oitavo dia, na maior sequência de baixas desde 2017. O rali da bolsa e do real ocorreu desde que o PIB brasileiro do primeiro trimestre, divulgado no início do mês, superou as estimativas, e foi sustentado ainda por resultados fiscais melhores do que as previsões, aliviando o maior motivo para prêmios de risco incorporados aos ativos até então. O exterior favoreceu, com perda de força da moeda americana globalmente. Nesta segunda-feira, o dólar esteve perto de tocar R$ 5,00, ao cravar mínima de R$ 5,0192. Já a alta dos yields lá fora, aliada ao aumento das expectativas inflacionárias por aqui, impulsionou os juros futuros. As bolsas de NY caíram com preocupação com risco inflacionário e potencial tributação de empresas norte-americanas. A maioria das bolsas europeias fechou em alta.


Hoje: Mercado brasileiro monitora agenda variada em busca de fatores que possam estender o rali dos ativos brasileiros. Os juros futuros, que têm destoado da euforia em alguns dias diante dos riscos inflacionários, monitoram IGP-DI hoje e IPCA amanhã, que devem vir salgados, e Campos Neto, que fala às 11:00 sobre política monetária, a pouco mais de uma semana do Copom. Vendas do varejo medem o pulso da economia após produção industrial frustrante. Agenda ainda tem IPC-S e Anfavea. Cena corporativa traz definição de preço em oferta do BTG e reunião da Vale sobre barragem em MG. No exterior, bolsas e moedas operam sem tendência clara em dia de agenda reduzida. No Congresso, reforma administrativa pode ser discutida por líderes, enquanto possível extensão do auxílio não parece ser vista como grande risco para o fiscal, favorecido pelo PIB maior.


Bom dia a todos.

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