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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 08/06/2020

Sexta: A semana foi de rali para os ativos emergentes e o Brasil foi uma das lideranças, diante da expectativa gerada pelas reaberturas de economias desenvolvidas e estímulos sem precedentes nos EUA e na Europa. O Ibovespa teve alta semanal de 8% e o dólar, queda de 7%, depois de romper na sexta-feira a casa dos R$ 5,00 e retomar nível anterior às quarentenas no país. Os juros futuros também devolveram bastante prêmio de risco ao longo da semana, mas taxas ainda oscilam sem que mercado tenha um consenso sobre se BC cortará a Selic além do 0,75 pp já sinalizado antes pelo Copom como um limite. As turbulências políticas internas tiveram uma trégua nos últimos dias, bem recebida pelo mercado. LÁ FORA, as bolsas nos EUA subiram após dados de empregos melhores do que os previstos e em meio a expectativas de mais estímulos globais. O S&P 500 teve a terceira semana de ganhos, após a taxa de desemprego cair em maio para 13,3%, abaixo da previsão média de 19% dos analistas; criação de vagas de emprego foi de 2,5 milhões, após corte de 20,7 milhões no mês anterior.


Hoje: Mercados globais mantêm viés positivo após forte rali da semana passada, ainda refletindo o payroll acima do previsto. Em NY, que prepara reabertura após ser epicentro americano da pandemia, o S&P está perto de apagar perdas do ano. Dólar mantém baixa ante moedas emergentes, mas com ritmo mais moderado. Petróleo brent chegou a superar US$ 43 com corte da Opep+ e minério passa de US$ 100 após Covid obrigar a Vale a interromper produção em Itabira. Em meio a protestos e às vésperas de julgamentos de ações no TSE e STF, o governo provocou no fim de semana controvérsia sobre dados da Covid. Apesar da evolução da pandemia no país, governo do RJ planeja reabertura. Semana tem feriado e agenda forte, destacando Fomc e IPCA, e começa com videoconferência fechada de Campos Neto, além da pesquisa Focus, IPC-S, leilão repo e estreia da Centauro.


Bom dia e boa semana a todos.

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