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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 08/05/2020

Ontem: O dólar disparou e ficou mais próximo a R$ 6,00, ao mesmo tempo em que juros curtos cederam e longos subiram, em reação clássica à decisão do Copom de acelerar o ritmo de corte da Selic para 0,75 pp e sinalizar nova redução à frente. O BC fez dois leilões de swap cambial - um ao final da manhã, outro ao fim da tarde - sem conseguir produzir grandes efeitos na cotacao da moeda americana. Nem mesmo a declaração de Jair Bolsonaro de que segue a cartilha de Paulo Guedes e vai adotar a determinação do ministro sobre veto ao reajuste de servidores, conseguiu ajudar o cambio. O Ibovespa reagiu bem e subiu após a fala do presidente, mas o ânimo se dissipou ao longo da tarde e a bolsa passou a cair, em meio a preocupações de investidores com o cenário doméstico. No EXTERIOR, as bolsas subiram com os investidores pesando balanços e aumento no número de desempregados nos Estados Unidos. Notícias de que os principais negociadores de comércio da China e Estados Unidos devem conversar na próxima semana sobre os avanços na implementação do acordo da fase 1 foram bem recebidas. Hoje: O mercado global repete o alívio já mostrado ontem, com bolsas e moedas emergentes em alta com negociações EUA-China, enquanto o investidor se prepara para os dados de empregos americanos às 9:30. Commodities também sobem com sinais promissores de demanda. A questão é se os ativos brasileiros acompanharão esta melhora. O IPCA pode mostrar deflação mensal e ficar abaixo do piso da meta em abril, reiterando o cenário de queda da Selic após o Copom dovish empinar a curva de juros e levar o dólar a novo recorde intradiário. Em tese, um eventual payroll mais fraco que o previsto poderia ajudar o real, mas isso só ocorrerá se a aversão ao risco com o medo da recessão global não prevalecer. Ativos brasileiros dependem ainda do quadro político, que segue tenso. Na economia, promessa de veto ao reajuste dos servidores teve efeito pequeno no mercado. Bom dia e um bom final de semana a todos.

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