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  • Mateus Cosac

Morning Call - 08/03/2019

A surpresa com o BCE, que mudou sua orientação de política monetária, sinalizando que os juros permanecerão nos níveis baixos atuais até o final do ano, e ainda ofertando aos bancos novos empréstimos baratos para reanimar a economia, teve forte impacto nos mercados emergentes ontem e o Brasil não fugiu totalmente à regra. Pesaram os receios com ritmo de desaceleração de crescimento global, que levaram o dólar a tocar R$ 3,90 à tarde, o real a apagar ganhos acumulados no ano, o euro a cair ao menor nível desde 2017, o peso argentino a recuar para patamar recorde e a lira tuca a declinar pelo 8º dia. As bolsas caíram nos EUA e na Europa. Comparativamente, até que o Ibovespa e os juros futuros mostraram resiliência, sem registrarem impacto tão forte quanto no câmbio. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,13% aos 94.340 pontos. No front político, continuou incomodando a reverberação negativa dos tuítes do presidente Jair Bolsonaro sobre carnaval, citados por analistas como desnecessários e com potencial de dificultar as negociações para a reforma da Previdência. Cenário-base do mercado continua sendo de aprovação, mas alguma cautela vem sendo precificada pelos ativos nos últimos dias.


Hoje o mal humor volta a ganhar força no exterior com a queda de mais de 4% da bolsa chinesa refletindo a queda acima do previsto das exportações do país ampliando receios com economia global um dia após o BCE reduzir previsões para o crescimento europeu. Commodities e S&P futuro têm baixas discretas e moedas pares do real têm desempenho misto, mas volatilidade pode aumentar dependendo dos dados do relatório americano de emprego, às 10:30h. Se um payroll mais fraco poderia ampliar os temores de desaceleração mundial, um número forte, por outro lado, tenderia a fortalecer adicionalmente o dólar. Foco nas três maiores forças econômicas do planeta - EUA, China e zona do euro - se sobrepõe ao cenário interno, mas mercado pode mostrar alívio com os sinais de que o presidente Bolsonaro retoma o discurso sobre a Previdência, amenizando polêmica sobre o vídeo do carnaval. O investidor quer ver avanço na tramitação da PEC com instalação da CCJ na próxima semana, sob pena de perda de confiança na aprovação da reforma. Agenda interna destaca IGP-DI e IPC-S. No exterior, CPI e PPI da China e fala de Powell são destaques à noite e podem eventualmente afetar ativos na segunda.




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