Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 08/02/2021

Sexta: Dados mais fracos do que as previsões sobre o mercado de trabalho dos EUA enfraqueceram o dólar no mercado internacional e aqui, ao mesmo tempo em que alimentaram uma alta nas bolsas americanas e no Ibovespa pelas expectativas de maior estímulo. O quadro local ganhou mais um ingrediente de alívio na fala do presidente Jair Bolsonaro sobre não interferência na Petrobras. Contudo, à tarde, parte do mercado buscou proteção com declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de que até a relativização do teto de gastos poderia ser considerada, num eventual estado de necessidade que devesse atender às pessoas. Ele também disse que Congresso e Ministério da Economia buscam solução para compatibilizar um programa social com o teto de gastos. O dólar reduziu parte da queda e juros futuros médios ampliaram alta ao final da sessão regular. Moeda americana teve baixa semanal em torno de 1,6%, enquanto Ibovespa ganhou mais de 4% no período.


Hoje: Agenda do Congresso, que pode deslanchar projetos importantes esta semana, e debate sobre preços da Petrobras devem seguir influenciando os negócios. Lira diz que discutirá autonomia do BC com Guedes e Campos Neto hoje e amanhã Câmara pode instalar comissão do Orçamento e votar projeto sobre câmbio. O auxílio emergencial pode ter três parcelas de R$ 200. Bolsonaro, por sua vez, diz que redução de imposto de combustível é iminente e reitera autonomia da Petrobras. Estatal também reafirma independência e diz que pratica preços alinhados à paridade de importação, num momento em que o petróleo brent chegou a superar US$ 60. No campo da pandemia, Brasil recebe insumos para produzir vacina Oxford-AstraZeneca. Mercado externo tem desempenho misto, com bolsas e commodities em alta, mas moedas emergentes em leve baixa, com fala de Yellen em defesa de estímulos elevando apostas na reflação. Agenda traz Focus e IPC-S. IPOs são destaques corporativos.


Bom dia e boa semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Sexta: Apetite ao risco no exterior, enquanto operadores ponderaram chance de Fed desacelerar ritmo do aperto em setembro, e relatos de fluxo doméstico sustentaram a dinâmica positiva dos ativos locai

Ontem: Avanço dos yields e realização de lucros pressionam dólar, que fechou em alta superior a 1%. Moeda renovou a máxima perto de R$ 5,17 e real anotou o pior desempenho entre emergentes. Rendimento

Ontem: Reversão da queda dos yields americanos freou o ímpeto de queda do DI, que chegou a mergulhar pela manhã com o CPI abaixo do esperado nos EUA. Inflação americana aumentou chance de 0,50pp pelo