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  • Mateus Cosac

Morning Call - 07/12/2018

Depois de forte estresse pela manhã, os ativos domésticos tiveram uma recuperação parcial das perdas no final do pregão de ontem, também refletindo uma melhora relativa no exterior. O Ibovespa, que chegou a cair mais de 2%, reduziu a baixa e encerrou o dia com queda de 0,42% (88.663 pontos), enquanto o dólar, que chegou a superar os R$ 3,94, suavizou a alta para o nível dos R$ 3,88. Os juros futuros longos fecharam em queda modesta. O grande causador de todo esse stress continua sendo o exterior, apesar de por aqui o mercado ainda estar preocupado com o desenrolar das conversas sobre a reforma da Previdência.

Lá fora, algumas moedas emergentes e do G10 se recuperaram e o S&P 500, que chegou a cair quase 3%, encerrou o dia em queda de 1,30%. No pano de fundo da forte volatilidade registrada ontem está a desconfiança em torno de um acordo EUA/China, especialmente depois da prisão da diretora financeira da Huawei no Canadá e os receios de que os cortes da produção de petróleo não sejam fortes o bastante para reduzir o excesso de oferta da commodity, cujos preços caíram pelo segundo dia seguido. Além disso, o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan disse ontem que vai pedir paciência em 2019, muito por conta da desaceleração do crescimento e da inflação moderada nos EUA.

A sexta começa mista no mercado, com S&P futuro e yields das treasuries em baixa, na contramão da alta das bolsas europeias e metais. O dólar oscila contra pares e o petróleo segue volátil. Às 11:30 sai o payroll, junto com outros dados de peso nos EUA, e uma leitura moderada poderia corroborar a ideia de pausa do Fed, aliviando o final de uma semana tensa com as relações EUA-China. Estimativa mediana, porém, aponta número forte, perto de 200.000 postos de trabalho. No Brasil, saem IPCA e IGP-DI, com estimativa de deflação.




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