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  • Mateus Cosac

Morning Call - 07/10/2019

O dado de emprego norte-americano na sexta e a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, que vê economia dos EUA com alguns riscos, mas ainda em bom estado, em nada mudaram a expectativa de cortes de juros, o que derrubou o dólar e animou as bolsas mais uma vez. O payroll mostrou criação de vagas de trabalho e renda salarial média abaixo das expectativas, mas queda no desemprego e revisão, para alta, dos dados anteriores. Entretanto, na semana, pesaram os números fracos dos setores de manufatura e serviços. A queda global da moeda norte-americana jogou a cotação do dólar, no mercado brasileiro, para a faixa de R$ 4,05 - usada pelo BC nos cenários para 2020 que mostram inflação abaixo do centro da meta. Os juros futuros caíram mais e a precificação da curva segue mostrando alta marginal nas apostas de que o corte da Selic em dezembro possa repetir o já esperado de 0,50 pp ao final de outubro. O Ibovespa seguiu as bolsas americanas e voltou aos 102.000 pontos, ao subir quase 1%, reduzindo a perda semanal. Já o dólar caiu mais de 2% na semana, a primeira queda após três altas semanais.


No exterior, as bolsas americanas subiram após dados de emprego nos EUA. As vagas criadas nos EUA totalizam 136.000 em setembro ante estimativa de 145.000. O ganho médio salarial por hora ficou inalterado na comparação mensal, ante estimativa de +0,2%. “O desemprego está perto do menor nível em meio século e a inflação está perto - embora um pouco abaixo - da nossa meta de 2%”, disse Jerome Powell na sexta feira.


A semana começa com o dólar subindo no exterior, interrompendo o movimento de baixa sustentado pelas apostas em corte dos juros do Fed e que ajudou a derrubar a moeda americana no mercado doméstico de R$ 4,15 para R$ 4,05 na semana passada. S&P futuro recua e yuan offshore se desvaloriza com notícia de que a China reluta em um acordo mais amplo com EUA, justamente quando os dois países estão prestes a retomar negociações. Mercado chinês reabre amanhã após feriado. Ao longo da semana, rumo dos juros nos EUA deve voltar ao foco com dados de inflação e fala de Powell. No Brasil, Focus abre semana marcada por IPCA, que deve desacelerar e corroborar sinalização dovish do BC. Em Brasília, Congresso busca acordo sobre impasse dos recursos do pré-sal, que pode ameaçar cronograma final da Previdência. Apesar da reação do dólar esta manhã, pesquisa mostra investidores otimistas sobre real.


Bom dia a todos.

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