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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 07/08/2019

Os ativos brasileiros acompanharam uma certa correção global ontem, depois do estresse verificado na segunda-feira, quando a guerra comercial escalou após China deixar o yuan se desvalorizar ao nível mais fraco em uma década e recomendar a suspensão das importações de produtos agrícolas dos EUA. O alívio de ontem veio após o BC chinês conter uma depreciação adicional do yuan e o governo americano mostrar-se disposto a conversar. O ajuste foi temperado por declarações do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que disse que o Fed não pode ficar reagindo no dia a dia das negociações comerciais, mas manteve sua estimativa de dois cortes de juros este ano. Ainda assim, a recuperação dos ativos não devolveu as perdas da véspera e a cautela com a guerra comercial permanece no radar, prometendo mais volatilidade à frente. O dólar teve a primeira queda após seis altas seguidas e encerrou o dia aos R$ 3,96. O Ibovespa chegou mais perto de zerar a perda, ao subir 2,06%, depois da baixa de 2,5% na segunda-feira. Quanto aos juros futuros, a queda das taxas se deu muito mais pela Ata do Copom, que enfatizou o impacto que a reforma da Previdência terá sobre a economia e a taxa estrutural.


No exterior, os ativos de risco se recuperam. As bolsas americanas e os yields das treasuries subiram, enquanto maioria das principais moedas emergentes tiveram alta ante o dólar.


Hoje os rendimentos dos títulos soberanos voltam a cair enquanto a curva de juros nos EUA aponta receios de fraqueza econômica e após três BCs da região da Ásia-Pacífico - Índia, Tailândia e Nova Zelândia - cortarem os juros de forma surpreendente. Indústria alemã tem maior declínio anual em quase uma década. Bolsas europeias sustentam alta gerada ontem por alívio com câmbio na China. Moedas têm desempenho misto, com alguns pares do real em alta. No Brasil, Câmara aprova previdência em 2º turno com 370 votos e Maia espera rejeição dos destaques hoje. No Senado, reforma poderá ser aprovada até fim de setembro com PEC paralela para estados e municípios. Humor positivo com votação tem contraponto com resistência de políticos ao fim da publicação obrigatória de balanços em jornais.



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