Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 07/05/2020

Ontem: O dólar teve o quarto dia seguido de alta e bateu novo recorde de fechamento, um dia depois de Fitch rebaixar perspectiva do Brasil para negativa e antes de decisão do Copom de possível corte de juro, o que pioraria a atratividade do carry. Risco fiscal, com vaivém entre Câmara e Senado de projeto de ajuda a estados, cena política instável e exterior adverso, com queda das bolsas americanas, também foram motivos para piora no câmbio. Juros mostraram alta forte pela manhã com receio fiscal, mas suavizaram movimento nos vértices curtos e reverteram nos longos, enquanto mercado esperava uma redução da Selic entre 0,50 pp - na expectativa majoritária - e 0,75 pp. Cenários econômico, político e fiscal também pesaram para o Ibovespa, mas o índice brasileiro reduziu a queda ao longo da sessão com a valorização das varejistas, que se beneficiam pelas vendas do e-commerce. No EXTERIOR, Nasdaq subiu com Apple e Microsoft à frente diante da visão de investidores de que esses papéis continuarão com desempenho positivo em meio ao confinamento. S&P 500 e Dow Jones fecharam em queda pela primeira vez em três. A China revidou as críticas do secretário de Estado dos EUA, Michael Pompeo, dizendo que ele não tem evidências para sustentar as alegações de que o Covid-19 escapou de um laboratório em Wuhan. Trump disse que os americanos deveriam começar a voltar ao seu dia a dia, mesmo que isso leve a mais doenças e mortes devido à pandemia. Hoje: A curva de juros curta deve cair após o Copom surpreender ao reduzir a Selic para novo piso histórico de 3% e sinalizar ao menos mais um corte de até 0,75 pp. Câmbio tende a ser pressionado, embora o real possa contar na abertura com ajuda do mercado externo, onde moedas emergentes, bolsas e commodities têm viés positivo. Comunicado do BC menciona necessidade de estímulo extraordinariamente elevado e vê inflação abaixo da meta mesmo com dólar a R$ 5,55, apesar de reiterar alerta sobre riscos fiscais. Juro real caminha para zero. Curva longa dos juros pode ser afetada pela postura dovish, mas ganha algum suporte da Câmara, que aprovou a PEC que eleva escopo de ação do BC. Contraponto vem do Senado, que aprovou a ajuda aos estados e municípios mantendo o enfraquecimento de contrapartidas feito pela Câmara. Com agenda econômica esvaziada no Brasil, Tesouro oferta títulos e safra de balanços prossegue. BB tem queda de 20% no lucro líquido ajustado e o lucro da Ambev cai 56% a/a no primeiro trimestre. Nos EUA, seguro-desemprego nesta quinta precede o payroll, amanhã. Enquanto EUA e Europa discutem flexibilização do isolamento, número de mortes por coronavírus volta a bater recorde no Brasil. Bom dia a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Morning Call - 22/10/2021

Ontem: Ativos brasileiros foram duramente penalizados nesta quinta-feira pelas propostas de mudança no teto de gastos para acomodar despesas com novo programa social do governo, o Auxílio Brasil. Dóla

Morning Call - 21/10/2021

Ontem: Declarações do ministro Paulo Guedes ao final da tarde de que o governo avaliava um waiver para gastar mais temporariamente e estudou antecipar revisão do teto de gastos fizeram com que o dólar

Morning Call - 20/10/2021

Ontem: Ativos brasileiros afundaram em meio a uma reprecificação geral relacionada ao risco de “fim” do teto de gastos, a partir da proposta de programa social do governo de R$ 400 com parte do pagame