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  • Mateus Cosac

Morning Call - 07/04/2020

Ontem: A notícia de que o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, seria demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, divulgada pelo Globo, reduziu ganhos dos ativos brasileiros, que, até então acompanhavam o otimismo dos mercados internacionais com alívio nos números do coronavírus em epicentros da pandemia. O dólar desacelerou a queda, o Ibovespa reduziu o avanço, os juros futuros curtos ampliaram alta e os longos reduziram baixa. A leitura do mercado foi de que, se fosse confirmada a demissão, além de atingir o setor da saúde no seu momento mais grave, aumentaria a instabilidade política e dificultaria ainda mais as relações entre Executivo, Congresso e governadores no período pós-coronavírus, atrasando a recuperação da economia. Ao final da tarde, a revista Veja publicou que Bolsonaro desistira de demitir Mandetta ontem, convencido por militares, mas que a possibilidade de exoneração seguia forte. O Ibovespa voltou a ganhar força no final do pregão. Mercado de juros reduziu precificação de corte da Selic depois de o presidente do BC, Roberto Campos Neto dizer no sábado, que o que está acontecendo agora é um problema de liquidez, não de juros. No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram mais de 7% com notícias de queda no número de mortes em cidades com maiores índices de infecções por coronavírus. O S&P 500 chegou ao maior nível desde 13 de março. Hoje: Bolsas e moedas emergentes sustentam ganhos após China anunciar que não teve qualquer morte ligada ao coronavírus pela 1ª vez desde o início do surto, reforçando evidências de desaceleração da pandemia depois que sinais de estabilização nos EUA e Europa valorizaram os ativos de risco na 1ª sessão da semana. Metais e petróleo também avançam com sinais de retomada da economia chinesa e juros dos treasuries sobem com menor aversão ao risco. Alívio externo deve continuar ajudando o clima doméstico, mas ruídos causados pelas notícias de demissão do ministro Mandetta devem continuar nao ajudando os ativos locais, que vinham ganhando mais que os pares externos e acabaram fechando com desempenho menos positivo ontem. Agenda do dia é fraca em indicadores, limitando-se às vendas no varejo anteriores à crise, mas forte em outros eventos. Bolsonaro e Guedes darão coletiva sobre ações para combater impactos da pandemia e Campos Neto participa de reuniões com B3 e Ministério da Economia. Como efeito do coronavírus, Brasil perde a perspectiva positiva da S&P. Bom dia a todos.

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