Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 07/03/2022

Sexta: O movimento de fuga de ativos de riscos predominou entre os investidores globais na sexta-feira, antes da saída para o fim de semana. Desta vez, os ativos brasileiros foram levados pela onda de preocupações, já que o conflito entre Ucrânia e Rússia tem escalado e as notícias de ataque a uma usina nuclear elevaram as incertezas sobre até onde o conflito pode chegar. A Casa Branca estaria considerando proibir importações de petróleo russo, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. E a S&P Dow Jones Indices disse que removerá de seus índices todas as ações listadas e/ou domiciliadas na Rússia. Aqui, o dólar subiu, depois de dois dias de queda e a bolsa caiu em torno de 1%, acompanhando de perto das perdas de NY. Juros futuros dispararam novamente, com contratos intermediários subindo mais de 20 pontos e os longos mais de 10, o que elevou precificações de alta da Selic. Além da aversão a risco, os juros refletem perspectivas de maior pressão inflacionária trazida pela guerra, que deu impulso adicional aos preços das commodities globais. As matérias-primas tiveram a maior alta semanal desde 1974.


Hoje: Bolsas europeias despencam em torno de 3% e podem entrar em bear market após petróleo disparar para até US$ 139 com possível banimento das importações de energia pelos EUA. Metais e grãos também têm alta forte, ampliando o receio de estagflação à medida em que os ataques da Rússia prosseguem na Ucrânia, expondo Moscou a sanções e afetando oferta de produtos básicos. Dólar sobe contra euro e outras moedas europeias, mas algumas divisas de exportadores de commodities se sustentam, o que pode beneficiar o real. Focus e PMI serviços abrem semana de agenda local forte, com IPCA que pode reforçar apostas em juros mais altos na sexta. Noticiário no Brasil destaca efeitos do conflito na Europa, que inclui expectativa para votação dos projetos sobre combustíveis, além dos movimentos para flexibilização do uso de máscaras. No corporativo, Landim é nomeado presidente do conselho da Petrobras.


Bom dia e boa semana

Posts recentes

Ver tudo

Sexta: Apetite ao risco no exterior, enquanto operadores ponderaram chance de Fed desacelerar ritmo do aperto em setembro, e relatos de fluxo doméstico sustentaram a dinâmica positiva dos ativos locai

Ontem: Avanço dos yields e realização de lucros pressionam dólar, que fechou em alta superior a 1%. Moeda renovou a máxima perto de R$ 5,17 e real anotou o pior desempenho entre emergentes. Rendimento

Ontem: Reversão da queda dos yields americanos freou o ímpeto de queda do DI, que chegou a mergulhar pela manhã com o CPI abaixo do esperado nos EUA. Inflação americana aumentou chance de 0,50pp pelo