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  • Mateus Cosac

Morning Call - 07/02/2019

O mercado deu-se conta ontem de que a tramitação da reforma da Previdência não será tão rápida nem tão fácil quanto os prognósticos mais otimistas faziam crer. Como o governo deve enviar nova PEC e não aproveitar os caminhos já percorridos pela proposta do governo Temer, a votação deve acontecer mais para o final do primeiro semestre ou além, enquanto antes chegou-se a trabalhar com a ideia de começo do segundo trimestre. Além disso, depois que uma minuta de proposta veio a público e começou a gerar controvérsia, vieram também à lembrança os embates vistos na tramitação anterior. O mercado já viu e não gostou desse filme. E tratou de adotar cautela nos negócios. Ou, pelo menos, viu um motivo forte para seguir na realização dos lucros auferidos em janeiro. O dólar subiu e encerrou o dia aos R$ 3,70, os juros longos subiram e a bolsa caiu, ampliando a baixa à tarde (-3,74% aos 94.635 pontos), após notícia de que Vale perdeu autorização para operar a Barragem Laranjeiras, crucial para a produção da mina de Brucutu. Após o fechamento dos mercados, o Copom divulgou o resultado da última reunião de Ilan, mantendo a Selic em 6,50% aa, como amplamente esperado.

Lá fora, as bolsas em NY caíram com os investidores pesando balanços mais recentes de um lado e, de outro, preocupações com o comércio global e com ameaça de novo shutdown do governo americano. Trump fez discurso sobre o Estado da União e não indicou concessões para acordo com os democratas em meio a impasse sobre verbas para a construção do muro na fronteira com o México. O petróleo reverteu queda depois de relatório mostrar aumento forte da demanda por gasolina nos EUA.

Hoje o dólar amanheceu em alta pela à 6ª vez seguida no exterior as bolsas em baixa, após o BC da Índia surpreender com corte na estreia de novo presidente. Agenda traz leilão do Tesouro e IGP-DI no Brasil, seguro-desemprego, fala de Clarida nos EUA e decisão do BoE. No Congresso, Alcolumbre diz que senadores privilegiam Previdência, em meio a receios de que a votação da proposta sofra concorrência do projeto de Moro, e Maia vê ambiente bom para reforma.



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