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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/12/2019

Os ativos brasileiros foram favorecidos ontem, desde o início do dia, pela perspectiva de um acordo comercial entre os EUA e a China. Os dados da economia americana abaixo do esperado, a alta do petróleo antes da reunião da Opep e o resultado da produção industrial brasileira fizeram o Ibovespa bater a máxima histórica de 110.000 pontos e deixaram os juros em baixa. O dólar operou em queda durante a maior parte do tempo, embora esse movimento tenha perdido fôlego no final da tarde. Os números da economia interna apontam para recuperação gradual da economia e mantêm as apostas para o corte de 0,50 pp da Selic em dezembro - o que vem estimulando a migração para a bolsa. O IBGE irá revisar os dados do PIB do terceiro trimestre, após a alteração dos números da balança. Segundo operadores, não fez preço a entrevista de Paulo Guedes, na qual afirmou ao Antagonista que Trump comete “equívoco brutal” com o Brasil. No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram com a notícias de que a China e EUA estão próximos de um acordo, apesar das declarações dos últimos dias que colocaram dúvidas sobre as negociações. A legislação recentemente aprovada nos EUA, que busca sancionar autoridades chinesas por questões de direitos humanos em Hong Kong e Xinjiang, não deve afetar as negociações, disse uma pessoa com conhecimento das estratégias do governo chinês. O esperado é que a primeira fase do acordo seja concluída antes do aumento das tarifas americanas programado para 15 de dezembro.


As bolsas externas mantêm alta discreta hoje, após o rali de ontem. Perspectiva de um acordo que retire as tarifas dos EUA contra a China, previstas para vigorar em 10 dias, sustenta humor positivo, mas menos intenso do que ontem. Moedas têm desempenho misto e petróleo ensaia pausa após disparar com expectativa para Opep. Equipe econômica vê dólar, que ontem não acompanhou otimismo da bolsa, abaixo de R$ 4,00, diz o Valor. Agenda destaca pedidos às fábricas e de bens duráveis nos EUA após ADP fraco de ontem. No Brasil, agenda esvaziada destaca leilão do Tesouro, Anfavea e preço por ação da Aliansce Sonae, além da cúpula do Mercosul. Em Brasília, Previdência dos militares é concluída, PL do Saneamento deve ser votado na próxima semana e Câmara aprova pacote anticrime.


Bom dia a todos.

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