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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/12/2018


0s mercados globais pioraram sensivelmente ontem e levaram o doméstico junto, à medida que os investidores se tornaram mais céticos em relação a um acordo EUA/China, com idas e vindas na comunicação de autoridades sobre o assunto, incluindo o presidente Donald Trump. Em três dias, a trégua anunciada de três meses dá sinais de desmoronamento com a percepção de falta de progresso significativo entre os dois países. Para completar, a primeira-ministra britânica, Theresa May, perdeu importantes votações do Brexit, antes de um pleito-chave, e o presidente do Fed de NY, John Williams, deu declarações vistas como hawkish (mais duras). As bolsas americanas caíram mais de 3%, o Ibovespa perdeu o patamar de 89.000 pontos (-1,33% aos 88.624 pontos), o dólar subiu (R$ 3,85), apesar do bom desempenho do real, e os juros futuros longos avançaram mais de 15 pontos.

Ainda no exterior, o principal conselheiro econômico do presidente Donald Trump, Larry Kudlow, disse em uma entrevista na televisão que a Casa Branca ainda não tem um acordo com a China para reduzir as tarifas sobre carros fabricados nos Estados Unidos; a declaração foi uma reversão de um tweet de Trump, que disse no fim de semana que "a China concordou em reduzir e remover as tarifas dos carros que chegam da China para os EUA". O presidente do Fed de NY, John Williams, fez uma revisão otimista da economia americana, reiterou seu apoio a novos aumentos graduais nas taxas de juros e não expressou preocupação de que os participantes do mercado tenham reduzido as expectativas de aperto monetário em 2019. O petróleo devolveu ganhos anteriores depois que o chefe do setor petrolífero da Arábia Saudita indicou que a Opep e os produtores aliados ainda não chegaram a um consenso sobre as restrições à oferta.

Hoje os mercados não funcionarão nos EUA, em luto pela morte de George H. W. Bush, o que pode ajudar a amenizar a forte tensão que derrubou bolsas na véspera após quebra da trégua de Trump com China. O S&P futuro e algumas moedas pares do real sobem, mas a cautela domina outros ativos, com baixa das ações europeias e petróleo. Agenda destaca Ilan na CAE do Senado e Livro Bege do Fed. Noticiário local é pouco animador sobre reformas. Bolsonaro admite que Previdência pode ser fatiada, endossando a ideia de que a ansiedade do mercado com o tema deve se prolongar, enquanto a cessão onerosa pode ser adiada até mesmo para 2019.



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