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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/11/2020

Ontem: O humor positivo prevaleceu no exterior em meio à contagem de votos na eleição americana e influenciou os ativos brasileiros com o maior apetite a risco. O Ibovespa subiu perto de 2%, enquanto o S&P 500 avançou mais de 2% e o Nasdaq, mais de 3%. O dólar e os juros futuros cairam. Com a disputa acirrada entre Joe Biden e Donald Trump, cresceram as apostas de que um pacote fiscal poderá não ser tão robusto e o foco ampliou-se na direção do Fed e seus estímulos monetários, assim como aumentou a visão de que o corte de impostos feito pelo atual presidente em 2017 pode não ser revertido. Por aqui, a aprovação da autonomia do BC pelo Senado foi o contraponto local positivo e ajudou a derrubar os juros futuros, enquanto derrubada pelo Congresso do veto de Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento não fez preço, diante da onda positiva dos mercados. Produção industrial acima do esperado também contribuiu para o real ter melhor desempenho entre moedas emergentes, após performance pior na véspera.


Hoje: Bolsas e moedas emergentes estendem alta enquanto mercado vê Joe Biden prestes a declarar vitória nos EUA. O triunfo em apenas um estado importante bastaria para o ex-vice de Obama tomar a Casa Branca de Trump. Mercado passa a ver como positiva uma presidência democrata com Senado republicano, que reduziria a chance de reversão dos baixos impostos ou regulamentação suave da tecnologia que sustentaram a bolsa por anos. Ao mesmo tempo, pacote menor de estímulos poderia ser compensado pelo Fed. Fomc anuncia decisão hoje, seguida por fala de Powell, mas não se espera mudança com eleição ainda em curso. EUA divulgam seguro-desemprego na véspera do payroll. No Brasil, Campos Neto fala em dois eventos e Tesouro tem mais um teste com rolagem de prefixados e LFTs. Na cena corporativa, lucro do BB frustra estimativa e Vale negocia venda de Nova Caledônia.


Bom dia a todos.

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