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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/09/2019

O dia favorável a ativos de risco começou com dados econômicos bons da China, alívio político em Hong Kong e continuou com notícias da Europa, especialmente com o bloqueio de um Brexit sem acordo, em derrota para o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. O Índice Dólar teve a maior queda desde junho e, aqui, a cotação da moeda americana caiu ao patamar abaixo de R$ 4,10, maior queda intradiária desde abril. Os juros futuros recuaram expressivamente, na esteira do dólar e a bolsa subiu 1,5%, retomando os 101.000 pontos. Ao final da tarde, a CCJ do Senado aprovou a PEC da Previdência -com algumas modificações feitas pelo relator Tasso Jereissati - por 18 votos a 7, em mais uma notícia positiva para ativos brasileiros. Junto com a chamada PEC paralela, a economia total pode chegar a R$ 1,4 tri em 10 anos.


Lá fora, as bolsas americanas subiram com a redução de riscos globais. Em Hong Kong, tensões políticas parecem arrefecidas, embora a retirada da lei que permite extradições para a China não encerre as demandas dos manifestantes. Também conferiu certo alívio a divulgação do PMI Caixin serviços, na madrugada de terça para quarta, que mostrou expansão maior que a prevista em agosto da economia chinesa.


Hoje os ativos de risco estendem rali com sinais de distensão na guerra comercial. S&P futuro e bolsas europeias avançam pelo 2º dia após representantes da China marcarem encontro com EUA para outubro. Libra mantém ganhos contra o dólar após premiê Johnson sofrer segunda derrota política e dólar recua ante maioria das demais moedas. Yields caem com menor busca por proteção, enquanto commodities se sustentam, embora sem o ímpeto de ontem. ADP e pedidos às fábricas e de bens duráveis nos EUA são destaque da agenda na véspera do payroll e fala de Powell. No Brasil, Bolsonaro critica teto de gastos, que busca conter aumentos de despesas acima da inflação, na contramão da defesa da regra feita por Guedes e pelos presidentes da Câmara e Senado.


Bom dia a todos.

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