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  • Mateus Cosac

Morning Call - 05/07/2019

A aprovação do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial ontem, por 36 a 13, ratificou a aposta do mercado e garantiu mais um dia de apreciação para os ativos locais. Os picos de ganhos ontem foram observados mesmo antes da votação, com os mercados antecipando o desfecho positivo. Confirmada a aprovação, não houve fôlego para avanços muito mais acentuados. Mas, no saldo final, a bolsa renovou recorde histórico de fechamento; o dólar cedeu para faixa pouco abaixo de R$ 3,80, no menor nível desde março; e a curva de juros aumentou a precificação de corte da Selic pelo BC em julho - o que, na visão do mercado, torna-se factível se o plenário da Câmara conseguir aprovar a reforma em 1º turno antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. O ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou o Congresso, disse que reforma poderá ser aprovada na semana que vem e que, posteriormente, o tema da capitalização pode ser retomado. Lá na frente, os juros podem cair, disse ele. Já o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse, em apresentação divulgada no site da instituição, que ainda existem riscos inflacionários relevantes.


No exterior, os futuros das bolsas americanas subiram em dia de feriado nos EUA e antes da divulgação dos números de emprego (hoje). Ouro caiu, mas ainda assim ficou acima de US$ 1.400 a onça. O petróleo caiu com preocupações de que a desaceleração do crescimento global irá reduzir a demanda por energia.


Hoje o mercado externo aguarda o payroll com cautela e ativos domésticos reagem à conclusão da votação dos destaques da reforma da Previdência durante a madrugada. Foram aceitas apenas duas mudanças no texto, entre elas a retirada de item que previa cobrança de contribuições previdenciárias sobre exportação do agronegócio. Análise da PEC no plenário deve começar na próxima terça-feira, disse Rodrigo Maia. Dólar tem desempenho firme ante maioria dos principais pares em ajuste de posições antes do dado nos EUA. Agenda doméstica tem poucos destaques, com Paulo Guedes discutindo com a Unica impactos tributários da alteração do sistema de venda de etanol hidratado.



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