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  • Mateus Cosac

Morning Call - 05/06/2020

Ontem: Depois de cair até perto de R$ 5,00 na quarta-feira, o dólar teve um dia de correção e volatilidade, na esteira da realização de lucros pós-rali aqui e em vários mercados. A moeda americana subiu pouco mais de 1% e o real exibiu a pior performance entre principais divisas globais e emergentes. A alta do dólar, segundo analistas, também foi reforçada pela leitura dos investidores de que há espaço para cortes adicionais da Selic, além da redução de até 0,75 pp em junho sinalizada anteriormente pelo Copom, o que já pode ser visto na precificação da curva. Juros futuros também estiveram mais pressionados pela manhã por causa de oferta maior de títulos prefixados do Tesouro e encerraram a sessão regular em correção mais modesta. O Ibovespa, ao contrário dos outros mercados e das bolsas americanas e europeias, engatou a quinta alta seguida, aproximado-se dos 94.000 pontos, com otimismo em relação a reabertura das economias e excesso de liquidez global. LÁ FORA, as bolsas americanas terminaram a sessão em baixa com receios de que o recente rali tenha ocorrido rápido demais. O S&P 500 caiu apenas 0,3%, mas ainda assim a maior queda em duas semanas, interrompendo sequência de quatro dias de alta.


Hoje: Bolsas e commodities sobem e dólar interrompe alta contra moedas emergentes no exterior com estímulos abundantes ajudando a manter o sentimento positivo dos investidores. Mercado aguarda dados nos EUA e pode ser mais sensível ao payroll, que deve mostrar desaceleração das perdas de vagas, do que à taxa de desemprego, que tende a atingir maior nível desde a crise dos anos 30. País volta a ter recorde diário de mortes pela Covid, tornando-se o 3º com mais fatalidades, e total de casos supera 600.000. Preocupação com pandemia leva senadores a pedirem adiamento de protestos contra Bolsonaro no fim de semana. Governo faz novogesto de trégua ao STF, diz Globo.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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