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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/05/2020

Ontem: Embora o dólar e os juros futuros tenham reduzido a alta ao longo da tarde, a tensão política ainda sustentou a valorização dos ativos após novo protesto no final de semana contra o STF e o Congresso, com a participação de Jair Bolsonaro. Depois da fala do presidente na manifestação, o ministério da Defesa disse em nota que as Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem e da democracia. Motivo de embate entre Bolsonaro e o Supremo, o presidente nomeou hoje novo chefe da Polícia Federal depois que Alexandre de Morais barrou a nomeação de Ramagem. Já a Procuradoria Geral da União pediu o depoimento dos ministros Luiz Eduardo Ramos, Augusto Heleno e Braga Netto para o esclarecimento dos fatos narrados por Sergio Moro em depoimento à Polícia Federal. Seguiam em andamento na Câmara o texto de ajuda aos estados e municípios e a PEC do Orçamento de Guerra, após o fechamento do pregão. O relator da PEC recomendou alteração no texto que ampliaria o poder do Banco Central na compra de ativos. E em semana de decisão do Copom, a curva precifica corte de 50 pontos da Selic. O Ibovespa caiu em ajuste ao feriado, com destaque para baixas da Gol e Embraer. No EXTERIOR, as bolsas americanas reverteram a queda e fecharam em alta, com destaque para ações do setor de energia na esteira da valorização do petróleo. A commodity subiu com a expectativa de crescimento menor dos estoques nos EUA. Os papéis do setor de tecnologia também ajudaram a impulsionar os índices com a Apple na dianteira. Hoje: Bolsas externas têm alta moderada e moedas emergentes interrompem perdas com notícias promissoras sobre alívio nas restrições geradas pela pandemia em regiões como Hong Kong e Califórnia. Ganhos dos ativos, contudo, ainda são reduzidos diante da cautela que permanece sobre os atritos entre EUA e China. No Brasil, Câmara aprova o orçamento de guerra em 1º turno sem restrição para títulos que serão comprados pelo BC, sugerindo que, pelo menos em termos da agenda econômica, a saída tempestuosa de Sergio Moro do governo não trouxe o dano temido. No entanto, o ex-ministro segue alimentando o imbróglio político ao pedir que STF divulgue a íntegra de seu depoimento, segundo os jornais. Apostas em corte da Selic continuam em foco na véspera da decisão do Copom. IPC-Fipe aprofunda deflação e produção industrial de março deve trazer primeiros impactos do coronavírus, que também afeta balanço do Itaú. Banco tem queda de 43% a/a do lucro, eleva provisões e suapende guidance diante da pandemia. Agenda fraca nos EUA destaca dados de PMI. Bom dia a todos.

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