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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/03/2021

Ontem: A aprovação da PEC Emergencial pelo Senado, sem os piores receios quanto ao teto de gastos, ecoou positivamente nos mercados, que desde a vespera já tinham reagido bem à mensagem do presidente da Câmara, Arthur Lira, de que o limite de gastos seria preservado. A bolsa subiu e os juros futuros devolveram prêmios de risco, o que também reduziu a precificação de alta da Selic em 0,75 pp. Mas o câmbio foi o mais afetado à tarde pela reação do exterior à fala do presidente do Fed, Jerome Powell, que se absteve de uma reação mais forte ao recente aumento dos rendimentos dos Treasuries. O resultado foi que os yields dos títulos de 10 anos avançaram para 1,5% e o dólar se fortaleceu globalmente, com efeito direto no mercado local, onde a moeda americana reverteu queda e subiu perto de 1% ao final da tarde. A PEC Emergencial começará a ser analisada por deputados na próxima terça-feira e poderá ser votada em plenário ainda na quarta caso haja acordo entre os líderes, disse Lira.


Hoje: Bolsas globais caem e índice dólar sustenta alta mesmo com o rendimento dos yields em leve baixa antes dos dados de emprego nos EUA, que saem às 10:30. Mercados mantêm o clima de frustração com a fala de Powell de ontem, que mostrou atenção com a pressão dos yields e foi considerada dovish, mas decepcionou ao carecer de detalhes. Petróleo dispara e WTI atinge US$ 65 após Arábia Saudita se negar a aliviar oferta, reforçando receios com inflação no Brasil diante da alta do dólar. Petróleo mais caro em tese seria positivo para Petrobras, mas Bolsonaro diz que general Luna fará na empresa o que ele gostaria e que não foi feito por Castello Branco, cujos reajustes de combustíveis desagradaram o presidente. PEC emergencial vai à Câmara após ser aprovada pelo Senado. Agenda local destaca produção industrial, que tem estimativa de alta em janeiro obscurecida pela ameaça mais recente à atividade com recordes da pandemia.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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