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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 05/02/2020

Dados abaixo do esperado da produção industrial por aqui ontem, somados a temor com impacto do coronavírus na atividade global, reforçaram apostas em corte da Selic no Copom desta quarta-feira, ao mesmo tempo em que acenderam alerta para possibilidade de um BC mais dovish (flexível) que o previsto, deixando as portas abertas a novas reduções. Assim, o dólar acabou por subir ao final da tarde, em movimento isolado do câmbio local, ao passo que os juros futuros seguiram em queda. Já a bolsa acompanhou recuperação dos mercados de ações internacionais, com investidores de volta aos ativos de risco depois que o sell-off no mercado da China mostrou alívio. No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram diante da avaliação de investidores de que a economia global pode suportar o impacto do coronavírus, que ainda se espalha globalmente. O bom humor foi retomado após as altas das bolsas chinesas com medidas de Pequim para apoiar o crescimento diante do impacto na economia do país. O BC chinês aumentou a liquidez do mercado pelo 2º dia consecutivo; o equivalente a US$ 57 bi de aumento impulsionou mercado de ações. Goldman Sachs, UBS e Macquarie Group cortaram previsões de crescimento para o primeiro trimestre e para o ano na China.


Hoje o Copom deve cortar a Selic para 4,25% e mercado checará o comunicado à espera de que o BC, ainda que adote tom de cautela, deixe a porta ao menos semiaberta para nova redução após dado ruim da indústria. Redução de juros alavanca o Ibovespa, que ainda pode ser favorecido pela megaoferta Petrobras, que tem demanda forte. Se tiver participação estrangeira, captação pode aliviar o câmbio. Lá fora, as bolsas engatam 3º dia de ganhos e commodities sobem em meio à esperança de contenção do coronavírus e após PMIs de janeiro na Europa surpreenderem positivamente. Nos EUA, Buttigieg segue na frente de favoritos em Iowa. Agenda externa ainda reserva ADP nos EUA e fala de Lagarde em Paris. No Brasil, sai PMI serviços, e lucro do Bradesco fica em linha. Exportação de soja brasileira para a China despenca em janeiro, enquanto governo cria Conselho da Amazônia em meio a receios sobre impacto da questão ambiental na economia.


Bom dia a todos.

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